Gravidez

Saiba qual a importância do ácido fólico na gravidez e antes dela O ácido fólico pode ser encontrado em alguns alimentos que consumimos na refeição

 | 

Tão necessário quanto outras vitaminas, o ácido fólico deve ser usado antes mesmo do início da gravidez, para evitar problemas ao bebê e também a futura mamãe, afirmam especialistas. Ao contrário do que muitas mulheres imaginam e temem, o complexo vitamínico não engorda e não provoca efeitos colaterais no período de uso.

A ginecologista e obstetra  Mariana Teles da Clínica Saúde Feminina explica que o ácido fólico é uma vitamina do grupo Complexo B9, responsável por produzir glóbulos vermelhos normais. Entre os benefícios que ele pode trazer, a prevenção contra a má formação do tubo neural (quando a medula espinhal não se fecha totalmente) é, com certeza, um dos maiores ganhos do cuidado.

Leia também: Miomas podem ser causas de abortos recorrentes; saiba por quê

Além disso, o ácido fólico ajuda a diminuir o risco de o bebê apresentar doenças cardíacas, lábio leporino, anencefalia e hidrocefalia. Em relação à mãe, o ácido fólico elimina as chances de anemia, pré-eclâmpsia durante a gravidez e abortos espontâneos.

A especialista alerta, ainda, que o período ideal para o início da utilização da vitamina é de três meses antes da gravidez até a 12ª semana de gestação, pois os tubos neurais dos fetos se fecham durante as quatro primeiras semanas da gestação. Na sua forma sintética, a quantidade ideal de ácido fólico a ser ingerido durante a gravidez é de 400 mcg diárias. Porém, se a paciente possuir algum tipo de deficiência ou patologia associada, provavelmente o uso do ácido fólico será até o fim da gravidez, conforme a determinação do médico.

ácido fólico na gravidez - Freepik 1

Em alguns casos, o ácido fólico deve ser ingerido já na sua forma ativa, no caso em comprimidos – fotos: Freepik

Alimentos

Mariana ressalta que o ácido fólico pode ser encontrado também na farinha de trigo e em outros alimentos que compõem as refeições diárias da futura mamãe, como fígado de galinha, peru ou boi cozido; feijão-preto, ovos, espinafre e macarrão cozidos, e ainda nas ervilhas ou lentilhas, batatas com cascas e levedo de cerveja. O governo gederal determinou que algumas indústrias do ramo alimentício introduzam o ácido fólico na matéria prima para ocorrer a prevenção de má formação nos fetos.

“O recomendado é usá-lo antes mesmo de uma gestação, logo após as consultas periconcepcional (que antecedem a gravidez). O ácido fólico pode prevenir o surgimento de doenças ou deformações como a espinha bífida, a meningocele e a onfalocele, ou seja, problemas que estejam relacionados a má formação da medula e das raízes nervosas, que podem provocar paralisias após o nascimento, caso as doenças não sejam tratadas a tempo”, enfatiza a obstetra.

A médica orienta que, em alguns casos, o ácido fólico deve ser ingerido já na sua forma ativa, no caso em comprimidos. Ela explica que pelo menos 50% da população mundial tem alteração de enzimas, o que dificulta que o organismo converta o ácido fólico para a sua forma ativa. Pesquisas indicam que o corpo humano absorve melhor a versão sintética da vitamina B9.

“Muitas mulheres tomam o ácido fólico por meios dos alimentos sem ativar a função principal dele, que é a absorção total no organismo, para poder ocorrer a prevenção da má formação do feto. O ideal mesmo é que a mulher já tome, então, na forma ativa e não na forma que ainda vai ativar”.

Gerson Freitas
filhos&tal

A Clínica Saúde Feminina fica localizada na avenida Jornalista Umberto Calderaro Filho, 455 – Adrianópolis, edifício Cristal Tower. Telefone 99516-5555/98188-7633