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Adoções necessárias: projeto quer aproximar famílias de crianças sem lar

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Previsto para ser lançado nos próximos dias, o novo cadastro nacional de adoção vai trazer incentivos para as adoções tardias, de crianças com problemas de saúde e de grupos de irmãos. A ideia faz parte do projeto O Ideal é Real – Adoções Necessárias, lançado dia 14 na Câmara dos Deputados.

A iniciativa é da Associação dos Magistrados Brasileiros, com o apoio do Conselho Nacional de Justiça, da Câmara dos Deputados e dos ministérios do Desenvolvimento Social e dos Direitos Humanos. O objetivo é aproximar as famílias que querem adotar das crianças que precisam de um lar, mas não atendem ao perfil solicitado pela maioria: bebês saudáveis.

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O idealizador do projeto – que já funciona no Rio de Janeiro -, juiz Sérgio de Souza, explica que o foco são crianças com mais de três anos de idade, que pertencem a grupos de irmãos ou que tem algum tipo de doença e por isso ficam nos abrigos até completarem 18 anos. “Se 12% das famílias habilitadas mudarem o perfil da criança que querem para adoção, a gente zera essa conta”, comentou.

O deputado Fábio Ramalho (MDB-MG), presente no lançamento do projeto O Ideal é Real – Adoções Necessárias, destacou a importância do mesmo. “[O projeto] dá à família que pretende adotar a chance de repensar suas preferências, conhecendo crianças e adolescentes do grupo de adoções necessárias que, como todas as outras crianças e adolescentes, também merecem um lar”

Exemplo

adoções necessárias - crinças - Luis Macedo-Ag Câmara

Tiago de Paiva e Luciana Vilela adotaram Alice que tem microcefalia e revelam que a experiência mudou suas vidas – Luis Macedo/Agência Câmara

Para Tiago de Paiva e Luciana Vilela, pais da pequena Alice, a mudança no perfil permitiu que eles adotassem a menina que tem problemas neurológicos decorrentes da microcefalia. Tiago reconhece, entretanto, que sem o auxílio do projeto essa aproximação, que mudou suas vidas, não teria ocorrido. O casal confessa que buscava um bebê saudável.

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“Mas quando a equipe técnica nos informou sobre ela, a gente imediatamente pensou que não seria mais uma família a abandonar a Alice, a gente já se viu pai e mãe da Alice e o diagnóstico dela de microcefalia, paralisia cerebral não fez a menor diferença”. Hoje, com 2 anos de idade, Alice foi escolhida como símbolo do projeto de incentivo às adoções necessárias.

Agência Câmara Notícias

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