Bem-estar

Entenda as diferenças entre alergia ao leite e intolerância à lactose

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Muitas dúvidas ainda pairam sobre a cabeça de pais e mães quando o assunto é alergia ao leite (na verdade às suas proteínas – caseína e soro) e intolerância à lactose (açúcar do leite). Isso porque poucas coisas diferenciam os sintomas entre uma e outra, bem como as formas de identificar cada uma.

A alergia à caseína, proteína do leite de vaca (APLV), envolve mecanismos imunológicos, quando organismo age contra ela, produzindo anticorpos contra o antígeno, o que caracteriza a alergia.

Já a intolerância à lactose origina-se na dificuldade do organismo em digerir esse açúcar (lactose) encontrado no leite animal e seus derivados (queijos, manteiga, iogurte, requeijão etc.). Isso devido à baixa produção ou incapacidade do organismo de produzir lactase, enzima que quebra e decompõe a lactose.

intolerância à lactose

Em alguns casos, é possível substituir o leite animal pelo leite de coco e por sucos de frutas – fotos: Pixabay

Sintomas
A alergia ao leite causa diarreia, dores no estômago, gases, inchaço (principalmente nas pálpebras, face, lábios e língua), vermelhidão e outros tipos de sintomas na pele, podendo se manifestar minutos, horas ou até dias depois do contato com o leite de vaca ou derivados de forma repetitiva.

Já a criança com intolerância à lactose apresenta sintomas como diarreia e dores abdominais, flatulência (excesso de gases), náuseas, que podem se manifestar minutos ou, no máximo, horas depois do consumo desse açúcar presente no leite, inclusive do leite materno.

A intolerância à lactose costuma se manifestar em crianças maiores ou em adultos, enquanto a alergia ao leite é mais comum em bebês. Além disso, o intolerante pode, dependendo do caso, consumir derivados do leite em pequenas quantidades sem reações. Diferente de quem tem alergia ao leite, que deve manter seu cardápio isento de qualquer proteína do alimento.

É difícil um bebê já nascer com intolerância à lactose, mas, acontece. E neste caso sofre de diarreias constantes, ardor anal e assaduras, causadas pelas fezes mais ácidas. Ele não consegue digerir nem o leite materno nem fórmulas artificiais à base de leite de vaca, por isso perde peso e se desenvolve lentamente.

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Diagnóstico
A pediatra Raquel Alves explica que o diagnóstico de ambas as reações pode ser realizado de forma clínica. “A mãe fala quais são os sintomas, quando acontecem e há quanto tempo. Depois disso, dá para ter um diagnóstico claro do problema. Existem exames para medir a absorção de lactose, mas como eles são desagradáveis e trabalhosos, nós só pedimos em último caso”, explica.

“Mas é importante que a mãe consulte um médico, antes de tomar qualquer atitude, como mudar o cardápio do bebê. Só um profissional pode montar um cardápio adequado para cada caso”, orienta.

A mamãe Kamylla Melo chegou a achar que sua pequena Beatriz, de 6 meses, era intolerante à lactose. “Ela mamava e, minutos depois, apresentava diarreia e brotoejas. Pensei que ela tinha desenvolvido a intolerância à lactose e me desesperei”, conta, lembrando que, depois de três dias seguidos assim, levou-a ao médico e foi orientada a tirar derivados o leite de sua alimentação.

“Com a introdução alimentar, também não deveria dar nada que contivesse leite de vaca para ela, pois, pela avaliação, ela devia ser alérgica ao leite. Depois que fiz as mudanças, ela melhorou”, relembra.

Cardápio saudável

intolerância à lactose

Não podem faltar, na alimentação da criança, nutrientes essenciais ao seu desenvolvimento e as frutas são uma excelente fonte para isso

Para a nutricionista Fernanda Cauper, é possível fazer um cardápio saudável sem prejudicar o bebê. “Para os bebês, não tem jeito, a lactose ou a proteína do leite precisa ser tirada do cardápio. Mas podemos substituir o leite de vaca pelo leite de coco e por sucos de frutas, por exemplo”.

O importante, diz a profissional, é não deixar faltar na alimentação do bebê (e da mãe, no caso das que ainda amamentam) nutrientes essenciais para o seu desenvolvimento, encontrados no leite, mas também presentes em outras frutas e legumes.

“Cada caso é um caso e um nutricionista pode ajudar a montar um cardápio saboroso, saudável e nutritivo para a mãe e para o bebê. Antes de qualquer decisão, portanto, procure orientação médica e nutricional”, enfatiza Fernanda.

Saiba mais sobre os tipos de reação à proteína do leite neste link.

 

Édria Caroline
filhos&tal

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