Bem-estar

Tudo que você precisa saber sobre amamentação e câncer de mama

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Estamos no Outubro Rosa e Filhos&Tal trouxe alguns dados para que você entenda a relação entre amamentação e câncer de mama, o segundo que mais afeta mulheres no mundo todo, inclusive no Brasil, onde responde por 25% dos novos casos surgidos a cada ano.

É preciso se engajar na luta contra a doença e o esclarecimento é a nossa principal arma na batalha para vencê-la. Antes de tudo, é preciso frisar que, embora existam, os casos de câncer de mama em mulheres jovens são raros, menos de 2% no cômputo geral das estatísticas sobre a doença, mais comum entre as que já passaram da menopausa.

Assim, ainda que muitas mulheres estejam adiando a gravidez, para priorizar os estudos e a carreia profissional (o que não é pecado algum), é prudente não abusar dos limites do corpo, para que a gestação não fique muito próxima da idade de maior risco para o aparecimento de um câncer de mama, mesmo que, conforme pesquisas, seja mínimo o percentual das que desenvolvem a doença durante a gravidez ou no período de amamentação. Então por que frisar isso? Devido ao fato de que a incidência do câncer de mama aumenta progressivamente após os 35 anos, conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

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A proteção à mãe é proporcional ao tempo de amamentação, que pode durar até os 2 anos – foto: Freepik

Além disso, a amamentação não é benéfica apenas para o bebê. Ela também reduz os riscos do aparecimento de um câncer de mana no tempo proporcional à atividade de aleitamento, então, enquanto você alimenta o seu bebê, também se protege. Lembrando que, além dos seis meses da amamentação exclusiva, a criança pode continuar mamando (a título de complemento alimentar) até os dois anos, de acordo com recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Para que não reste dúvidas, entenda que, durante a produção de leite, as células mamárias tendem a se multiplicar em menor escala, dificultando os riscos de contração do câncer de mana, tumor maligno que acomete exatamente as células do seio.

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Os casos de câncer de mama em mulheres jovens são raros, menos de 2% no cômputo geral – foto: Pixabay

Dúvidas
Mesmo entre as mulheres mais estudadas, há muitas dúvidas também sobre amamentar ou não o filho em caso de diagnóstico positivo para o câncer de mana. Por isso F&T conversou sobre o assunto com o doutor Gerson Mourão, gerente do serviço de mastologia da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). Confira as respostas que ele deu sobre amamentação e câncer de mama:

Filhos&Tal – Se a mulher estiver amamentando e descobrir câncer em uma das mamas, ela deve parar de amamentar com a mana doente de imediato ou somente após o início do tratamento?

Gerson Mourão – A criança tende a não querer mamar naquela mama, naturalmente. É uma curiosidade, mas ela rejeita. Mas, se não acontecer isso, ela deve parar de amamentar com as duas mamas.

F&T – Que riscos corre o bebê em relação à ingestão de leite vindo de uma mama com câncer?

GM – Não há risco para o bebê se a mãe não estiver sendo submetida a tratamento com quimioterápicos.

F&T – Durante o tratamento (quimioterápico ou radioterápico), a mãe pode continuar amamentando com a outra mama sadia, normalmente, ou há alguma restrição?

GM – Não deve continuar amamentando, pois, os quimioterápicos acabam sendo transferidos também para o leite, o que, em tese, poderia prejudicar a saúde do bebê.

F&T – Atualmente, qual o percentual de mulheres brasileiras que descobrem câncer de mana durante a amamentação? Em relação ao número total de mulheres com câncer de mana no país, esse número representa quantos por centro?

GM – A incidência é muito baixa. Cerca de 5% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama, estão amamentando ou estão grávidas, segundo algumas publicações mais recentes na área.

F&T – Se uma mulher descobre o câncer de mama ainda na gestação, ela deve iniciar o tratamento de imediato ou apenas após ter a criança?

GM – De uma maneira geral, se ela estiver perto de ter o bebê, o ideal seria ter o bebê e depois iniciar o tratamento. Mas há exceções. Se estiver no início, é melhor consultar um especialista para avaliar a viabilidade, eventuais riscos e consequências.

F&T – Quanto tempo, após se tratar de um câncer de mama, a mulher pode engravidar (e amamentar)?

GM – Normalmente, após três anos do término do tratamento.

F&T – Algumas especialistas acreditam que a amamentação previne o câncer de mama. Já há comprovação científica disso? Qual a base para tal conclusão?

GM – Há comprovação de que as mulheres que engravidam, até os 35 anos, e amamentam têm menos risco de desenvolver o câncer. De uma forma bem didática, a gravidez proporciona uma espécie de amadurecimento da mama, tornando-a resistente ao aparecimento do câncer.

Filhos&Tal

Prevenção; Outubro Rosa; amamentação e câncer de mama

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