Bem-estar

Bebês com microcefalia terão estímulo precoce no Brasil

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Bebês brasileiros com Síndrome Congênita do Zika, cuja malformação mais conhecida é a microcefalia, ganharão ações de acompanhamento e estímulo precoce, segundo o Ministério da Saúde.

Para tanto, anunciou na última terça-feira (12), um investimento de R$ 26,8 milhões, sendo R$ 15 milhões destinados a equipes de Núcleo de Apoio à Saúde da Família, que contam com profissionais de fisioterapia. De acordo com o Ministério da Saúde, das 4.655 unidades existentes no país, 4.143 contam com esse tipo de profissional. Cada equipe receberá R$ 3,6 mil para aquisição de material destinado a estimular bebês a desenvolverem os sentidos e a coordenação motora. São objetos como colchonetes, bolas, brinquedos e martelo de reflexo, já tratados em protocolos nacionais de atendimento desses bebês.

A neuropediatra Vanessa van der Linden, uma das primeiras médicas a identificar as malformações associadas ao Zika, disse que é preciso também que os recursos sejam usados para acompanhar as crianças mais velhas, nascidas no começo da epidemia. “Vai ser importante para entender como estão essas crianças, que tem em torno de 2 anos. A gente fazer uma avaliação padronizada a nível nacional. Porque eu só posso fazer tratamento se entender quais são os principais problemas: o que leva elas ao hospital, à piora do quadro”.

Casos em investigação
Os R$ 11,8 milhões restantes serão destinados aos estados para custear avaliações, diagnósticos e acompanhamento dos 5,3 mil casos confirmados e em investigação de crianças com a síndrome associada ao vírus Zika. São R$ 2,2 mil correspondente a cada criança. Dos 5,3 mil registros, pouco mais de 2,6 mil bebês ainda não têm o diagnóstico conclusivo de malformações associadas ao vírus – quase metade do total.

As ações de avaliação dos casos servirão para que se possa acompanhar a evolução da síndrome e tomar providências. “Temos alguns casos que ainda não foram confirmados nem descartados, e nesse novo levantamento terão uma conclusão”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros. A avaliação e o acompanhamento dos casos podem ajudar pesquisadores e o próprio governo a reunir evidências e identificar necessidades das crianças afetadas pela arbovirose, acrescentou.

Casos de Zika

Desde 2015, foram feitas 14.577 notificações de possíveis casos e registradas 883 mortes causadas pela síndrome. Em agosto deste ano, de acordo com o Ministério da Saúde, 20% dos casos foram confirmados, 21% permanecem em investigação e 44% foram descartados. Os casos de microcefalia diminuíram mais de 92% em 2016 e 2017. Ainda de acordo com o ministério, a rede de reabilitação do Sistema Único de Saúde (SUS) conta com 2.323 serviços credenciados.

Com informações da Agência Brasil

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