Bem-estar

Obesidade e gravidez: saiba como o problema pode prejudicar a sua fertilidade

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Obesidade e gravidez são duas coisas que, definitivamente, não combinam. Além de doenças como hipertensão e diabetes, a obesidade pode resultar em muitas outras patologias graves, incluindo disfunções sexuais, o que interferi na taxa de fertilidade tanto de homens quanto de mulheres, impedindo-os de conceber.

A endocrinologista Dorothy Aguiar explica que o homem obeso pode sofrer com uma produção menor de testosterona, levando à redução da libido e a problemas de ereção. Neles, também pode haver aumento do nível de estradiol, o que afeta a produção de espermatozoides.

Já na mulher, geralmente, ocorre a redução dos níveis de hormônios femininos e aumento no nível dos masculinizantes, podendo ela apresentar crescimento anormal de pelos, irregularidade menstrual e disfunção na ovulação ou incapacidade de ovular.

“Isso ocorre porque nossa gordura produz hormônios que competem com os hormônios da fertilidade, principalmente quando a pessoa já passou dos 30 anos”, explica a endocrinologista.

Obesidade e gravidez: riscos de aborto

Dra. Dorothy ressalta que a obesidade pode reduzir em até 30% as chances de quem está tentando conceber um filho. Além disso, em caso de gravidez, é grande o risco de aborto, alteração do endométrio e das tubas uterinas, entro outras complicações.

“Para evitar que tais problemas ocorram, até porque tanto óvulos como espermatozoides, provavelmente, não sejam de boa qualidade, o mais indicado é suspender a tentativa de gravidez e fazer exames específicos de dosagens das taxas hormonais e outras disfunções. Depois, faz-se o tratamento para a perda de peso e a partir do resultado é que a pessoa está libertada para conceber, com muito mais probabilidades de sucesso”.

Ainda segundo a médica, a redução de pelo menos 10% do peso, de forma saudável, já melhora bastante a capacidade reprodutiva, tanto no homem quanto na mulher.

No Brasil e no mundo

O último dado divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que obesidade cresceu 60% nos últimos dez anos do Brasil, passando de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016.

A projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que os adultos obesos e com sobrepeso no planeta ultrapassem a marca de 700 milhões e 2,3 bilhões, respectivamente, até 2025.

O estilo de vida sedentário, as refeições com poucos vegetais e frutas, além do excesso de alimentos ricos em gordura e açúcar precipitam o aumento do número pessoas obesas, em todas as faixas etárias. O tratamento e a prevenção contra a obesidade passam pela conscientização da importância da atividade física e da alimentação adequada.

“Dependendo da idade da pessoa, somente a dieta não vai resolver o problema. É preciso combinar a mudança de hábito alimentar com o uma boa rotina de exercícios físicos. Por isso recomenda-se a busca por especialistas no assunto, como endocrinologistas, nutricionista e educadores físicos”, pondera a doutora Dorothy Aguiar.

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Infertilidade; obesidade e gravidez; fator de risco para gravidez

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