Bem-estar

Câncer infanto-juvenil: doença é 2ª causa de morte entre crianças e adolescentes

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Simbolizado pela cor azul, o mês de novembro é marcado pelo combate ao câncer de próstata, mas, desde 2008, tem ganhado nuances mais luminosas, visando alertar a sociedade para ao câncer infanto-juvenil. Trata-se da campanha Novembro Dourado, que alerta sobre a importância do diagnóstico precoce em crianças e adolescentes abaixo de 19 anos.

Estima-se que, no Brasil, cerca de 12 mil novos casos de câncer infanto-juvenil serão diagnosticados até o final de 2017. O maior número será registrado na região Sudeste, 6 mil. Já na região Norte, mais de mil novos casos serão detectamos nesta faixa etária até o final deste ano.

“É de extrema importância cobrar do Ministério da Saúde políticas públicas voltadas ao assunto, principalmente, em nosso Estado, já que este número baixo de registros pode ser explicado por falha no diagnóstico dos exames dessas crianças”, afirma a diretora do Centro Médico São Francisco, Mariana Boratto Peixoto.

A médica, que é professora da disciplina de pediatria pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e especialista em oncologia e hematologia pediátrica, comenta que o câncer infanto-juvenil é a segunda causa de morte entre crianças e adolescentes. “As estatísticas deixam claro a necessidade de discutir este assunto com mais atenção pelo poder público. O termo dourado, da campanha, foi escolhido porque nossas crianças valem ouro”, complementa.

Apesar de comum na infância e adolescência, o câncer infanto-juvenil é considerado raro quando comparado aos cânceres em adultos, correspondendo cerca de 2% a 3% de todos os tumores malignos. “Os estudos mostram que os tipos mais comuns na infância são leucemias (33%), seguido de tumores do sistema nervoso central (20%) e linfomas (12%)”, informa a especialista.

câncer infanto-juvenil

Segundo Mariana Peixoto, o número baixo de registros no AM pode ser explicado por falha no diagnóstico dos exames

Manifestação do tumor (sintomas)
A onco-hematologista pediátrica destaca que as manifestações clínicas dos tumores infanto-juvenis podem não diferir muito de outras doenças benignas e comuns nessa faixa etária.

“Muitas vezes, a criança ou o jovem está em razoáveis condições de saúde no início da doença e, por isso, o conhecimento do médico generalista sobre essa possibilidade da doença é fundamental. Os principais sintomas são febre persistente, fraqueza, palidez, dores nas pernas, dores de cabeça, manchas arroxeadas na pele ou pintinhas vermelhas, caroços no pescoço, axilas ou virilhas, brilho branco nos olhos quando a criança é fotografada com flash e aumento do tamanho da barriga”, descreve.

Após o diagnóstico feito em um laboratório confiável e com leitura adequada de exames de imagem, é hora de iniciar o tratamento que pode ser aplicado de três formas: quimioterapia, cirurgia e radioterapia, sendo aplicado de forma racional ou individualizado para cada tumor específico e conforme a expansão da doença no organismo. “Em alguns casos de leucemia, linfomas e tumores sólidos, pode haver indicação de transplantes de medula óssea”.

Dra. Mariana Peixoto adianta, ainda, que ex pacientes de câncer no período da infância ou adolescência podem vir a ter um risco maior de desenvolver um novo câncer na fase adulta. E ressalta a importância da participação dos pais durante o tratamento. “Tão importante quanto o tratamento do câncer em si, é a atenção dada aos aspectos sociais da doença, uma vez que a criança e o adolescente doentes devem receber atenção integral, no seu contexto familiar. A cura não deve se basear somente na recuperação biológica, mas também no bem-estar e na qualidade de vida do paciente”, finaliza.

filhos&tal – com informações da assessoria

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