Educação

Crianças, Natal e consumo consciente, será que dá pra conciliar?

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Para a grande maioria das famílias brasileiras, o fim de ano é sinônimo de viagens, roupa nova, confraternizações e, claro, muitos presentes, especialmente entre as que têm crianças, ou seja, gastos bem acima da média do restante do ano. E o que é pior, os excessos dos pais acabam influenciado os filhos quando assunto é ‘satisfazer os desejos de compras’.

Daí então você se pergunta: crianças, Natal e consumo consciente, será que dá pra conciliar? Segundo os especialistas em educação financeira, sim, mas é preciso um grande esforço, sobretudo porque, em primeiro lugar, os adultos devem dar o bom exemplo.

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Para Altemir Farinhas, consultor da Conquista Soluções Educacionais, a criança vê os pais como modelos. “Se um pai está gastando exageradamente, a criança vai pedir coisas e insistir até conseguir, pois ela entende que se seus pais podem gastar à vontade, ela também pode comprar o que deseja”, explica.

Nessa época, a emoção e o clima de “lista de Natal” costumam falar mais alto, então é preciso atenção redobrada. Segundo Farinhas, a conversa sobre as finanças deve ser clara: quanto os pais ganham e quanto gastam, quais despesas a família tem, e se podem ou não comprar o que a criança pede. “É importante que o discurso seja o mesmo praticado durante o ano todo”, destaca.

Quando a conversa sobre o orçamento familiar é aberta, fica mais fácil dizer “não” nos momentos em que a criança, estimulada pelo clima de consumo dessa época, começa a pedir muitas coisas. Farinhas reforça que é importante se colocar no lugar da criança, não querer simplesmente impor o mundo adulto para a criança. “É preciso usar exemplos que elas entendam para garantir que a mensagem foi compreendida e assimilada”, finaliza.

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Dicas que ajudam a conciliar crianças, Natal e consumo consciente

  1. Coerência

Não adianta nada dizer para os filhos que não se deve gastar por impulso e “estourar” o cartão de crédito no shopping. É difícil para a criança acompanhar os pais e sair de mãos abanando quando os adultos estão carregados de sacolas. Para conciliar crianças, Natal e consumo consciente é preciso coerência.

  1. Acordos prévios

Deixe acertado com as crianças, antes de sair de casa, qual o objetivo de determinados passeios ou visitas a shoppings e supermercados. Se a criança sabe, antecipadamente, que não irá ganhar nada naquele momento, isso ajuda a reduzir a expectativa dos pequenos e os pedidos por impulso.

  1. Evite unir lazer a consumo

É comum, nessa época em que as crianças já estão de férias e os pais precisam fechar a lista de compras de fim de ano, que os adultos levem as crianças para passear no shopping, associando a ideia de lazer ao consumo. Prefira sair com o seu filho para visitar parques, a casa da vovó, museus e outros lugares que ofereçam diversão para os pequenos. Essa é uma boa oportunidade de ensinar à criança que as melhores coisas da vida não podem ser compradas, o que pode torna-la um adulto bem mais equilibrado.

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  1. Evite as longas listas de presentes

As crianças, em geral, se empolgam com a ideia de que Natal significa ganhar muitos presentes e, como elas não têm ainda noções de preços, imaginam uma lista numerosa de itens desejados. Explique que é preciso escolher apenas um presente que considerem mais legal, para não alimentar a expectativa de que vão ganhar tudo o que querem. É importante também ensinar que datas comemorativas não devem ser associadas apenas a momentos para consumir e ganhar presentes.

 

Com informações da assessoria

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