Gravidez

Descolamento de placenta: quais os riscos para a mãe e o bebê?

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A placenta é um órgão que só se forma durante a gestação e tem entre suas funções passar oxigênio e nutrientes da mãe ao bebê na gravidez, além de protegê-lo contra agressões imunológicas e infeções. Quando ela, porém, por algum motivo, se desgruda da parede do útero, o fato recebe o nome de descolamento de placenta. Mas por que isso ocorre? Quais as consequências e riscos para a mãe e bebê?

Segundo os profissionais consultados por F&T, esse descolamento de placenta pode acontecer de duas maneiras e em dois momentos da gestação. Um deles até a 12ª semana da gravidez, quando a mulher pode ter sangramento e dores na região do abdômen, o que também recebe o nome de descolamento ovular e acontece por conta do acúmulo de sangue entre o útero e o saco gestacional.

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Nos casos de descolamento ovular leve, repouso e medicação adequada, prescrita por um médico especialista, são suficientes, já que o hematoma tende a desaparecer naturalmente. Os cuidados são para que o hematoma não tome proporções maiores, pois, quanto maior o hematoma, maiores são as chances de aborto espontâneo.

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O outro caso pode ocorrer a partir da 20ª semana de gravidez e recebe o nome de deslocamento prematuro de placenta, podendo levar o bebê a óbito (se tiver menos de 26 semanas) e a mãe, por conta da grande perda de sangue, pode ter uma hemorragia e, em casos mais graves, corre o risco de perder o útero.

O descolamento de placenta é algo incomum na gestação, mas quando ocorre, requer atenção e cuidados específicos, para que não resulte em graves consequências. “Não há causas específicas para o descolamento ovular e nem para o descolamento prematuro de placenta, mas pode ocorrer por conta de esforço físico intenso, uma pressão arterial alterada e lesões na região do abdômen, que podem ser ocasionadas por uma queda, por exemplo”, explicou a obstetra Flávia Gusmão.

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O tratamento vai depender da área descolada. “Se for uma área pequena, medicação e repouso absoluto podem ajudar, mas no caso de uma maior área de descolamento, aí a gestante precisará ser internada numa unidade hospitalar, pois o risco de parto prematuro é grande”, orienta a obstetra.

Sintomas

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Conforme especialistas, o descolamento de placenta pode vir acompanhado de fortes dores abdominais, sangramento, dor nas costas e contrações repentinas. No caso desses sintomas, a obstetra Paula Andrade recomenda que a gestante procure uma unidade hospitalar o mais rápido possível.

“Tudo vai depender da quantidade de semanas de gestação. Se tem 34 semanas ou mais, pode ser que o médico opte por antecipar o parto, que pode ser normal, se o descolamento for pequeno, ou cesáreo, em caso de um descolamento de maiores proporções. No caso do descolamento de placenta acontecer antes das 34 semanas, o obstetra vai fazer a avaliação constante até que o sangramento pare e mãe e bebê estejam fora de perigo”, explica.

Ainda conforme a médica, uma vez fora de perigo, mãe e bebê podem receber alta, mas o cuidado em casa deve ser redobrado. “Nunca ficar em pé por mais de duas horas, repouso absoluto, não fazer qualquer tipo de esforço físico e beber muita água”, enfatiza a médica.

Não é possível prever se vai acontecer ou quando vai acontecer o descolamento de placenta. A melhor maneira de evitar ou tratar no início, no intuito de evitar maiores complicações, é realizar o pré-natal de maneira correta. Assim, no caso de qualquer complicação, o médico vai orientar a gestante e evitar maiores problemas.

Édria Caroline
filhos&tal

1 Comment

  1. REGINALGINALDO GOMES...ACADEMICO DE PSICOLGIA PRIMEIRO SEMESTRE...

    25 de outubro de 2018 at 11:56

    Bom dia, me REGINALDO GOMES, sou acadêmico de psicologia. Fiz essa pesquisa sobre anomalias cromossômicas e risco da mãe e do bebe, aprendi muito. Fico muito grato por vcs me concedrem essas informações …mnuito obrigado.

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