Cuidado Infantil

Quando e como desmamar o bebê sem traumas nem culpas – veja dicas

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Não existe um prazo certo para se desmamar o bebê. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), e os profissionais de pediatria, a criança pode ser amamentada até os dois anos, sendo que de forma exclusiva até os seis meses e nos demais períodos como complemento alimentar.

Assim, o momento de desmamar o bebê vai depender única e exclusivamente das necessidades de cada mamãe e das circunstâncias porque esteja passando com sua criança, como no caso de ter que ficar longe dela por conta do trabalho.

É que o espaçamento das mamadas (falta de sucção do peito) faz com que a produção de leite vá diminuindo gradativamente, além, é claro, de trazer sofrimento ao bebê, que chora pelo desejo de mamar.

“Tive quatro meses de licença maternidade e foi bem difícil manter a exclusividade até os seis meses, já que ele não queria tomar o leite ordenhado na mamadeira. Começou a emagrecer e teve muita dificuldade em pegar outros alimentos após o sexto mês, então percebi que teria de desmamar o bebê evitar que sofresse mais”, conta Ana Luiz Alves, 34.

A situação vivida por Ana não é rara e, em muitos casos, o bebê de mais de 6 meses realmente se recusa a receber outros alimentos por só quer mamar no peito. Ocorre que, a partir dessa fase, ele também precisa de novos nutrientes, encontrados apenas frutas, carnes, legumes e outros alimentos sólidos.

Também é sinal de que já se pode desmamar o bebê quando ele, ao invés de sugar o leite, trata o peito apenas como uma ‘chupeta’, só para satisfazer o ‘vício’ de tê-lo na boca. Há situações, ainda, em que a mãe tem algum problema de saúde e cujo tratamento com remédio pode afetar a saúde da criança.

No entanto, cada caso é um caso, e tudo deve ser avaliado com muito cuidado, sempre sob a orientação de um profissional médico. O mais importante, se possível, é que o processo ocorra de forma gradual, para que não haja culpas nem tramas à mãe ou ao bebê.

Processo gradual de desmame

pai ajuda a desmamar o bebê

O processo gradual para desmamar o bebê é o que a pediatra Caroline Miranda chama de ‘desmame gentil’. “É quando a mãe pode ir regulando a amamentação, limitando a disponibilidade do peito”, explica.

Caroline destaca que o bebê nem sempre pede peito quando está com fome, mas, às vezes, quando quer atenção e carinho. “Procure outras formas de suprir essas demandas do seu filho. Substitua a mamada por uma brincadeira, um passeio, um carinho, abraços, beijos ou, se você perceber que ele pode realmente estar com fome, faça a substituição do peito por algum alimento sólido”, orienta.

As estratégias para o desmame do bebê variam de acordo com a idade. Mas, de um modo geral, existem técnicas que podem funcionar. “Retire a livre demanda, ofereça peito apenas antes de dormir e determine um tempo para cada mamada”, orienta a enfermeira Marcela Moysés.

Avós, tios e padrinhos também são importantes nesse processo. Tirando a mãe do foco de visão da criança quando ela indicar fome. Oferecer uma fruta ou, se for hora do almoço ou jantar, uma papinha salgada, são boas saídas. Além do mais, a presença de outras pessoas no momento das refeições faz com que a criança desassocie a figura da mãe à alimentação.

Se a criança já estiver com mais de um ano, vale tentar explicar a ela a importância de outros alimentos, mesmo pequena, ela já assimila muita coisa. Confira aqui como introduzir novos elementos à dieta do bebê.

O mais importante mesmo é que o desmame aconteça de forma gradativa. A retirada abrupta (repentina, brusca) do peito pode levar insegurança e frustração ao bebê, além de causar ingurgitamento mamário (leite empedrado) e mastite (inflamação) para a mãe.

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