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Tudo que você precisa saber sobre febre amarela em gestantes e bebês A febre amarela, em sua forma mais grave, pode até matar. Veja o que os especialistas dizem sobre o assunto

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Alguns estados brasileiros estão enfrentando um surto de febre amarela, doença causada por vírus e que, em sua forma mais grave, pode até matar. Diante disso, vêm as questões: como me proteger? Como ela pode me afetar ou afetar o meu filho ou filha? F&T consultou alguns especialistas e reuniu nesse texto tudo de mais importante sobre febre amarela em gestantes e bebês. Confira.

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Transmissão
O vírus da febre amarela é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, quando a doença é chamada de ‘urbana’ (o que no Brasil não corre desde 1942); e pelos mosquitos Haemagogus ou Sabethe, quando é denominada ‘silvestre’ (em áreas rurais), o que vem ocorrendo, atualmente, no sudeste e nordeste brasileiros.
Os mosquitos (vetores) são infectados ao picar primatas (animais e humanos) hospedeiros e passam a transmitir por meio de novas picadas em indivíduos não imunizados.

Sintomas e tratamento
Conforme o infectologista Marcelo Cordeiro, independentemente do vetor de transmissão, os sintomas e evoluções da febre amarela são os mesmos, variando desde formas não aparentes até formas graves e potencialmente fatais.
“Os sintomas são muito semelhantes a quadros de virose, como febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, náuseas e vômitos. Nas formas mais graves, o indivíduo evolui com icterícia (olhos amarelos, parecendo hepatite), falência do fígado, rins e hemorragias”.

O infectologista diz ainda que não existe remédio específico contra febre amarela, mas sim para os sintomas causados por ela, além da hidratação que é muito importante. No caso de suspeita, deve-se procurar um médico para o diagnóstico, o que envolve a realização de alguns exames.

febre amarela

A doença pode ser um risco à saúde e à vida da mãe – foto: freepik

Prevenção à febre amarela em gestantes e bebês
Marcelo Cordeiro frisa que a forma mais eficiente de prevenção à febre amarela é a vacina, distribuída gratuitamente em postos de saúde e integrante do calendário público de vacinação que o indivíduo deve cumprir ao longo da vida. “Basta uma única dose e a pessoa fica imune à febre amarela para sempre”, reforça.

O Ministério da Saúde recomenda que a vacinação seja feita apenas nos bebês acima de nove meses de idade. Mas, em caso de viagem com os pais para lugares de alto risco da doença, a dose pode ser feita a partir dos seis meses, sempre com 10 dias de antecedência do embarque. A vacina não causa nenhum tipo de reação grave aos pequenos, no máximo uma pequena dor e vermelhidão no local, e até mesmo um pouco de febre, mas é raro.

Já em relação às gestantes não vacinadas quando crianças, ou em outras ocasiões da vida adulta, a recomendação tem de ser feita pelos obstetras que as acompanham no pré-natal e que vão avaliar os prós e os contras, tendo em vista que, durante a gestação, o sistema imunológico da mulher fica mais frágil.

“Fazer ou não a vacina na grávida vai depender do estado imunológico dela e do grau de necessidade da vacinação, como no caso das que moram em áreas endêmicas ou em estado de surto, bem como as que vão viajar para esses lugares”, diz a ginecologista obstetra Lara Farias. Ela ressalta que cabe ao profissional avaliar se é ‘melhor’ correr os riscos da doença ou da vacina.

Também segundo a médica, a febre amarela em gestantes não causa problemas ao feto (como no caso da zika), ou seja, o desenvolvimento dele segue normalmente, mas, dependendo da intensidade, a doença pode ser um risco à saúde e à vida da mãe, além de provoca maior possibilidade de aborto. Se a gravidez estiver em fase final, também há um pequeno risco de transmissão da enfermidade ao bebê, assim como nos primeiros dias de vida.

Outras formas de prevenção
Além da vacinação, existem outras formas de evitar a infecção por febre amarela em gestantes e bebês, como o uso de repelentes, mosquiteiros e roupas que cobram as partes vulneráveis do corpo, no caso das que moram em áreas rurais. Além destes, evitar a proliferação do Aedes Aegypti em áreas urbanas, evitando, por exemplo, o acúmulo de água parada.

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