Gravidez

Gravidez tardia e fertilidade. Quais os riscos? Especialista dá dicas importantes

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Pesquisa do Ministério da Saúde aponta que pelo menos 30% das brasileiras têm o primeiro filho após os 30 anos. A gravidez tardia se deve, claro, à prioridade que hoje se dá aos estudos e às conquistas profissionais, que vão garantir a estabilidade da futura família.

Mas esta opção tem de ser bastante consciente, pois ela pode trazer algumas consequências, visto que, a partir dos 35 anos, a fertilidade da mulher começa a diminuir. Mulheres com 40 anos, por exemplo, têm somente de 5% a 10% de chances de ter sucesso em uma gravidez espontânea, ou seja, sem ajuda de tratamento. “A partir dos 35 anos, há uma diminuição acentuada da reserva folicular (óvulos), tornando a gravidez mais difícil”, explica Dr. Edilson Ogeda, coordenador do núcleo de ginecologia, obstetrícia e perinatologia do Hospital Samaritano, de São Paulo.
Por isso, quando uma mulher que tem 40 anos ou mais decide engravidar, é preciso saber como está a sua saúde. “Nesta idade, a mulher tem mais propensão a ter problemas de saúde, como diabete, hipertensão ou doenças cardíacas”, afirma o especialista.

Riscos
Por mais que todos os cuidados sejam tomados, a gravidez tardia pode trazer riscos para a futura mãe e para o bebê. Grávidas com idade avançada têm mais chances de desenvolverem diabetes gestacional, obesidade, alterações na placenta e também de terem aborto espontâneo. “Para os bebês, o risco de desenvolver alguma doença associada a alteração cromossômica numérica ou estrutural, como, por exemplo, a síndrome de Down, é maior”, avalia Dr. Ogeda.

Tendo em vista que estas complicações podem prejudicar a evolução gestacional, o pré-natal de uma gravidez tardia também é diferenciado. As consultas médicas tendem a ser mais constantes e o volume de exames solicitados é maior e mais específico, dependendo do histórico de saúde da mulher. O objetivo é detectar algum problema de saúde que o bebê possa vir a ter.

Benefícios
A gravidez tardia também tem seus benefícios, visto que, com o passar do tempo, as mulheres se sentem mais seguras para criar os filhos por causa da maturidade. Além disso, o risco de mulheres mais velhas desenvolverem a depressão pós-parto também é menor, pois ela está mais preparada para receber a criança. “Apesar de existirem riscos durante a gravidez, mulheres mais velhas tendem a cuidar mais da saúde e fazem um acompanhamento mais rigoroso”, finaliza Dr. Ogeda.

E você, leitora de F&T, o que acha sobre a mulher querer primeiro se firmar na carreira e só depois engravidar? Deixe sua opinião no quadro abaixo. Ela pode servir para ajudar outras mulheres.

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2 Comments

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