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A ‘Hora do Mamaço’ une mães e profissionais de saúde na luta pela amamentação

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Inúmeras mães, pais, crianças e profissionais de saúde se reuniram na manhã deste domingo (5), no complexo da Ponta Negra, zona oeste de Manaus, para a sétima edição da Hora do Mamaço, evento que integra a programação da Semana Mundial de Aleitamento Materno, e visa incentivar à amamentação.

Em uma linda manhã de verão amazônico, as principais áreas do complexo de lazer foram tomadas por famílias que ali estavam para apoiar e incentivar esse direito que a criança tem já ao nascer e que precisa muito da parceria dos profissionais de saúde para ser garantido.

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Em sua fala, a coordenadora da Hora do Mamaço em Manaus, Alessandrine Silva, destacou várias vezes a necessidade dessa parceria, que começa ainda no pré-natal da gestante, passando pelo parto nas maternidades até o seio da família, onde avós, pais, tios e todos os familiares, assim como os amigos, devem fazer parte dessa corrente pela amamentação.

“O aleitamento materno salva vidas, pois tem todos os ingredientes necessários ao bom desenvolvimento do bebê. E amamentação na primeira hora após o nascimento é ainda mais importante, pois sela o vínculo entre mãe e filho”, comentou, lembrando que, conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), o aleitamento reduz em até 13% o número de mortalidade infantil até os cinco anos por causas evitáveis.

amamentação

Além de apoio da iniciativa privada, a Hora do Mamaço em Manaus contou com a parceria da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e da Sociedade Brasileira de Pediatria. Autoridades como secretários de saúde estiverem presente ao evento, que contou também o ativismo de diversos estudantes e profissionais, incluindo técnicos de enfermagem, enfermeiros, médicos pediatras, fonoaudiólogos e muito mais.

“Fiquei sabendo do evento por meio de uma amiga e logo decidi vir, pois é uma causa que realmente precisa de apoio, até porque têm mães que são censuradas por amamentar em público. Precisamos mudar essa visão”, disse a auxiliar de administração Katiane Alves Nascimento, 30, mãe de dois filhos, sendo uma ainda de colo.

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Quem também esteve presente com os filhos foi a gerente comercial Keila Mara Bezerra Trindade, 38. Ela conta que desde o mais velho, de 21 anos, até sua mais nova bebê, de seis meses, todos foram amamentados e que só tem coisas boas a falar sobre a amamentação. “O primeiro mamou até três anos, o do meio, de dez, até os seis anos (bateu o recorde rsrs), e a Sofia também vai mamar por quanto tempo quiser”, frisou, destacando que a amamentação é, sobretudo, um ato de amor.

mães, pais, profissionais de saúde

Já o fisioterapeuta Lucas Morais, 25, esteve entre os muitos pais que também prestigiaram a Hora do Mamaço. Ele destaca que o incentivo à amamentação precisa de todo um suporte, começando com os profissionais de saúde até todos os membros da família, e diz que a figura do pai é essencial nessa hora. “A mãe precisa se sentir amparada, e tanto o pai quanto parentes podem colaborar. Esse apoio faz toda diferença para que a mãe consiga levar adiante a amamentação exclusiva”, assegurou ele que é pai de dois filhos.

Outra coisa que merece destaque, disse Morais, é que amamentação salva vidas, principalmente entre as famílias de baixa renda, que não têm muitos recursos para cuidar dos filhos em caso de doenças. “O leite materno tem tudo que o bebê necessita para um desenvolvimento saldável, e o melhor: é de graça”.

Yndira Assayag
filhos&tal

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