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O que significa e o que é preciso para batizar uma criança na Igreja Católica

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Embora o batismo seja considerado importante pela maioria dos pais, muitos deles desconhecem o seu real significado e têm dúvidas sobre o que é preciso para batizar uma criança na Igreja Católica. Pensando nisso, Filhos&tal reuniu informações valiosas que podem esclarecer algumas dessas questões. Confira.

Significado
O batismo é o primeiro e um dos mais importantes sacramentos do cristianismo e, segundo a fé católica, abre as portas para a iniciação de uma vida em comunhão com Deus. É o momento em que, por meio do Espírito Santo, somos redimidos do pecado original e renascidos para uma vida nova em Jesus Cristo, passando da condição de criaturas para filhos do Criador. “O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos”, explica o padre Márcio do Prado em artigo publicado no site da Canção Nova.

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Idade ideal
Em outras denominações cristãs, como nas igrejas evangélicas, o sacramento do batismo é realizado durante a adolescência ou fase adulta, mas na Igreja Católica, geralmente, se dá nos primeiros meses de vida da criança ou pelo menos antes da idade desta entrar na catequese, embora não haja nenhum empecilho para que ocorra em outras idades.
“De um mês a 7 anos é a fase ideal. Após essa idade, a criança precisará entrar no processo normal de catequese”, diz Antônio Jorge Nascimento Barroso, coordenador da Pastoral do Batismo na Igreja do Divino Espírito Santo, bairro Coroado, zona leste de Manaus. Ele acrescenta que, embora nada impeça, não é recomendável batizar recém-nascidos, para evitar a exposição destes a aglomerações, mas há exceções.

O que é preciso
Primeiramente, é necessário que os pais queiram o batismo para os seus filhos, pois trata-se de um ato de fé que requer uma iniciativa particular de demandar o sacramento à Igreja. Depois, é preciso uma preparação para ele, devendo-se entender que o batismo não é um evento social e sim um compromisso perante à comunidade cristã.
“O tempo de preparação varia, dependendo do planejamento feito por cada paróquia, a partir das diretrizes do Plano de Evangelização da Arquidiocese, e pode ir de um encontro a três ou mais. No caso das nossas comunidades, essa preparação requer três encontros e uma apresentação da criança à comunidade, o que dura em torno de um mês”, explica Núbia Gonzaga, coordenadora da Pastoral do Batismo na Área Missionária São Lucas, zona norte de Manaus.
Ainda segundo Núbia, os encontros ocorrem geralmente aos sábados e os temas trabalhados são, respectivamente: ‘quem é Jesus’, ‘comunidade’, e ‘responsabilidade de pais e padrinhos com os símbolos do batismo’, ou seja, o ‘compromisso’. “Após isso, fazemos a apresentação da criança à comunidade, em uma celebração no terceiro domingo, e no quarto ela já batizada”, acrescenta.

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Os pais precisam ser casados? E os padrinhos?
Conforme orientação do Papa Francisco “a Igreja não pode negar sacramento a ninguém”, portanto, o pai solteiro ou a mãe solteira pode batizar seus filhos normalmente, mas, quando há uma convivência marital entre os pais, a Pastoral do Batismo costuma encaminhá-los à Pastoral da Família, visando oferecer a possibilidade de uma preparação para o sacramento do matrimônio.
Nada impede também que uma mulher e um homem solteiros sejam padrinhos, porém, quando se trata de um casal há necessidade de que estes sejam casados. “A Igreja também pede que os padrinhos sejam maiores de idade e que sejam cristãos católicos, para que não haja divergências nos ensinamentos dos dogmas”, enfatiza Antônio Jorge Barroso.
Ele orienta ainda que pais e padrinhos tenham um elo muito forte de respeito e amizade mútua. “Isso é importante para que, na necessidade de uma intervenção ou correção fraterna, não haja melindres”, explica, uma vez que o papel dos padrinhos é o de acompanhamento do afilhado na fé cristã.

Posso escolher a data?
Dependendo da paróquia, os batizados são ofertados todos os meses ou em períodos determinados, informados com bastante antecedência à comunidade para que os interessados se inscrevam. As celebrações são, geralmente, coletivas, mas há casos em que a Igreja abre exceções para batizados individuais, não sendo uma regra.

Quanto custa?
A Igreja não cobra pelo sacramento, mas há uma taxa de custeio – para emissão da certidão de batismo e outras necessidades – que, dependendo da comunidade, pode variar de R$ 40 a R$ 70, no caso de batizados coletivos, e até R$ 500 para as celebrações individuais.
A cabeleireira Leide Gomes pagou uma taxa de R$ 400 para batizar o filho Vinícius e o sobrinho Miguel em uma cerimônia fechada. “Minha família é de fora e só estaria aqui em janeiro, por isso eu precisava que o batizado fosse nesse mês, então tive de procurar uma igreja que aceitasse realizar o batismo individual”, conta, lembrando que dividiu o valor da taxa com a irmã. “Aproveitamos para batizar os dois na mesma celebração e dividimos o custo”.

O batizado dos primos Miguel e Vinícius ocorreu na Igreja N. Senhora de Lourdes, no Parque Dez – fotos: acervo da família

Pode haver comemoração?
O batizado não precisa, necessariamente, ser seguido de um evento social, mas, se os pais quiserem e tiverem condições, podem sim reunir familiares e amigos para um coquetel, branch, almoço ou até mesmo jantar, dependendo do horário da celebração. Afinal, o batismo é motivo de comemoração para os cristãos.
Há igrejas, inclusive, que possuem salões ou áreas especiais para eventos, que podem ser alugadas ou cedidas aos pais, dependendo das diretrizes de cada comunidade, mas tais eventos também podem ser realizados na residência do recém batizado ou mesmo em um buffet, como foi o caso de Vinícius e Miguel.

Para saber mais sobre batizado, acesse: “Porque batizar uma criança” e “Como escolher os padrinhos“.

Redação Filhos&Tal

Com informações de Mônica Brasil

 

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