Gravidez

Pressão alta na gravidez, entenda os riscos e busque tratamento

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A pressão alta, também conhecida como hipertensão arterial, é um problema grave em qualquer pessoa, em qualquer circunstância, mas, se essa pessoa estiver gestante, mais ainda. Por isso se você pretende engravidar ou engravidou recentemente e desconfia que pode estar com o problema, procure um especialista, pressão alta na gravidez é coisa muito séria.

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Conforme especialistas, a hipertensão é multifatorial, o que eleva em torno de 30% o risco de qualquer pessoa ser hipertensa. Porém, na gestação, ela pode estar ligada a fatores como má alimentação e má adaptação da placenta ao útero. Além disso, há maior risco da doença aparecer em mulher com mais de 35 anos e que está na primeira gravidez ou quando é obesa ou diabética.

Quando registrada no terceiro trimestre, a pressão alta na gravidez recebe o nome de pré-eclampsia e entre os sintomas a serem observados estão as famosas dores de cabeça e na nuca, visão turva com pontos brilhantes, inchaço nas pernas e pés, espuma na urina e dores abdominais. Se não tratado adequadamente, o problema pode trazer riscos tanto para as mães quanto para os bebês, sendo alguns potencialmente fatais.

Ao perceber qualquer um destes sintomas, procure e informe imediatamente o seu obstetra, que requisitará os exames adequados para a confirmação, diagnósticos e acompanhamento do problema. Se confirmado, uma das orientações será manter uma dieta balanceada e com uso controlado de sal, assim como certos condimentos, porém rica em alimentos com ácido fólico (vitamina do Complexo B). A boa hidratação, muito repouso e pouco estresse também são primordiais.

Outra dica importante é o controle do peso. Evitar engordar mais que o necessário para a hora do parto é essencial.

Dados gerais sobre a pressão alta
De acordo com o Hospital Sírio-Libanês, no Brasil, a hipertensão arterial atinge 32,5% (36 milhões) de indivíduos adultos, mais de 60% dos idosos, contribuindo direta ou indiretamente para 50% das mortes por doença cardiovascular. “Dados do Ministério da Saúde mostram que um em cada cinco indivíduos sofrem da doença e apenas 20% fazem o controle adequado”, explica o diretor do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, Roberto Kalil Filho.

Diversos fatores contribuem para a elevação da pressão arterial, entre eles o envelhecimento da população, a obesidade, o consumo excessivo de sal, sedentarismo e o uso abusivo de bebida alcoólica e drogas. A melhor forma de combater a doença, além da utilização de medicação adequada, é adotar hábitos saudáveis, alimentação rica em frutas, oleaginosas e sais minerais, além da prática de exercícios físicos.

Nas grávidas, o problema ocorre em cerca de 5% delas e quando mais cedo se manifesta, mais grave tende a ser, daí a necessidade de um acompanhamento rigosoro.

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