Bem-estar

Problemas que afetam o crescimento infantil – saiba como resolver

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O desenvolvimento físico da sua criança é lento e ela é baixinha para idade que tem? Preste atenção! Esses podem ser sinais de problemas na produção do hormônio GH, responsável pelo crescimento infantil.

A endocrinologista Dorothy Aguiar, orienta que os pais prestem atenção nas diversas fases de crescimento dos filhos e busquem ajuda profissional assim que perceberem algo errado. “A evolução na estatura da criança pode ser afetada por distúrbios na produção do hormônio GH, o que, muitas vezes, pode passar despercebido dos pais”, diz a médica.

Ela ressalta que, quanto mais cedo forem diagnosticados os problemas do crescimento, mais chance a criança terá de recuperar os centímetros perdidos e alcançar a estatura adequada ao seu padrão genético. No entanto, para que seja eficaz e tenha boa resposta, o tratamento deve ser buscado antes da puberdade.

crescimento infantil - Freepik

Os problemas no crescimento infantil devem ter ajuda profissional – foto: Freepik

O diagnóstico para problemas com o hormônio do crescimento infantil é confirmado por exames laboratoriais, como o teste de curvas infantis, que pode ser realizado já a parir dos dois anos de idade. “Se o pediatra que acompanha a criança perceber que não está havendo evolução no crescimento dela, já pode encaminhar para um endocrinologista, que pedirá os exames adequados”, orienta a doutora Dorothy Aguiar.

De acordo com ela, existem dois tipos de estímulos farmacológicos aplicados no teste: a clonidina e a insulina. Para a especialista, a insulina é a mais indicada, por agir no eixo do hormônio do crescimento infantil.

“Ela é aplicada de forma endovenosa e a criança precisa estar em jejum por no mínimo oito horas. O exame avalia a liberação do GH no organismo dentro de determinados intervalos de tempo, gerando uma curva que possibilita a análise precisa sobre a produção do hormônio. O resultado fica pronto em no máximo cinco dias”, garante a endocrinologista.

Genética e fatores ambientais
Dorothy Aguiar destaca, ainda, que a baixa estatura nem sempre está relacionada a problemas no organismo do indivíduo. Se o pai e a mãe forem baixos, há poucas chances de a criança ser mais alta que os dois, por isso a altura genética deve ser considerada. Fatores ambientais também podem influenciar, como má qualidade do sono, da alimentação, doenças e falta de atividades físicas regulares.

“Não temos uma explicação quanto ao que pode causar essa deficiência na produção do hormônio. O tratamento é feito com o GH aplicado de forma subcutânea diariamente, mas não pode ser apenas isso. Uma boa alimentação, sono regular e atividades físicas também precisam ser considerados”, enfatiza a médica.

Conforme dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), crianças no primeiro ano de vida crescem em média 25cm; a partir do segundo ano, 12cm e no terceiro, de 7 a 8cm. Já no quarto ano de vida atingem de 5 a 7cm e depois o ritmo diminui um pouco, mas na fase da puberdade o crescimento retoma velocidade e pode atingir de 10 a 12cm.

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+crescimento infantil; +hormônio do crescimento; desenvolvimento da criança

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