Educação

Seu filho tem o hábito de mentir? Já se perguntou o porquê?

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Presente em todas as culturas e classes sociais, o hábito de mentir é ‘comum’ entre os humanos. Originária do latim ‘mentiri’, que significa ‘enganar, dizer falsidade’, a mentira transita em todas as fases de nossa vida, inclusive a adulta, mas é na infância que ela é mais notada.

Especialistas de psicologia e educação dizem que é ‘normal’ uma criança mentir na fase inicial da vida, misturar realidade e fantasia, muitas vezes, até para obter uma condição favorável a si. Porém, se, com o passar do tempo, o hábito de mentir não cessa, os pais devem acender o sinal de alerta, já que isso pode afetar o equilíbrio familiar dentro de casa.

A psicóloga clínica Marcia Rocha, que trabalha no Instituto Amazônia Superior de Educação (IAES) – Faculdade do Amazonas, explica que “a criança não mente como nós adultos mentimos, o que ocorre é uma fantasia que a criança está vivendo. Ela não entende esse momento que está fantasiando como um problema”, ressalta.

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O mais recomendado é construir um diálogo com os pequenos. Marcia Rocha informa que “os pais precisam de paciência e não é aconselhável punir a criança ou chamá-la de mentirosa, é preciso explicar tudo de maneira sensata”.
Mentira faz com que as pessoas se afastem e percam a confiança em você, no caso de uma criança, é ainda mais sério. Além da família, o ambiente escolar também precisa abraçar a causa para ajudar a criança perder o hábito de mentir.

Profissional de educação há 22 anos, a pedagoga da rede municipal de escolas em Manaus, Audeneide Monteiro, já viu crianças mentirem com frequência diversas vezes, e fala sobre o método indicado para lidar com esse tipo de problema. “É importante sempre colocar a criança de frente com a situação em que está inserida, fazê-la perceber que toda ação tem uma reação”, enfatiza.

Se para o pai é gratificante ver o filho perder o hábito de mentir, para o educador, o sentimento também é da mesma proporção. Audeneide fala um pouco sobre ver o esforço valer a pena. “A sensação é de conquista e superação, uma grande felicidade”.
Importante salientar que, caso o problema não seja resolvido através do diálogo com a criança, é importante os pais buscarem ajuda de profissionais qualificados para contornar a situação.

João Paulo Castro
Especial para F&T

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