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Superpais da vida real falam de suas rotinas na criação dos filhos

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Trocar fraldas, dar mamadeira, levar à escola, ajudar nos deveres de casa, brincar, acompanhar na balada e até trocar confidências. Não, não estamos falando da rotina vivida pela grande maioria das mães. Na verdade, estamos descrevendo o dia a dia de alguns pais da atualidade que exercem, com muita competência, o sagrado direito de cuidar dos filhos, participando do seu dia a dia e dividindo com eles momentos de dor e alegria, sem exagero, sem superproteção e sem culpa.
Mais velhos ou mais jovens, os pais entrevistados por F&T foram unânimes em afirmar que não existe (ou não deveria existir), no processo de criação dos filhos, tarefas específicas da mãe ou do pai. Tirando o aleitamento no peito, tudo que uma mãe faz o pai também é capaz, por isso, pode e deve exercer esse direito, inclusive errando e acertando.

Papai Mencius e sua dupla dinâmica em mais uma pesca no Trapiche da Cidade Garantido, em Parintins

O cantor, compositor e jornalista Mencius Melo não planejou ser pai, nem sequer cogitava a possibilidade quando veio o primeiro filho. Mas, abraçou a paternidade de forma tão intensa que, quando veio o segundo (também de forma inesperada), literalmente relaxou e foi curtir seus ‘curumins’, como costuma falar. “Com eles aprendi a me doar, a deixar de pensar primeiramente em mim”, comenta dizendo que seu maior prazer é brincar com os filhos, Benjamim e David, de 6 e 5 anos.

Papai Beto e seus três mosqueteiros celebrando a vida em Humaitá

Pai de cindo filhos, sendo Radmila (29 ) e Eliud (27) do primeiro casamento, Heitor (21), Roberto (18) e Pedro (10) do segundo, o técnico em telecomunicações Raimundo Roberto da Silva, assim como os demais pais entrevistados por F&T, diz que não tem tarefa difícil, e que o “instinto é um tipo de aprendizado”. Para ele, o maior desafio na criação dos filhos é ter “discernimento no que ensinar a eles”.
“É respeitar a personalidade de cada um e dar as ferramentas necessárias para que desenvolvam o melhor em si, podendo enfrentar seus medos e frustrações”, complementa o engenheiro José Cruz, pai de Clarissa (29 anos), do primeiro casamento, Mateus (10), Artur e Elis (8), do segundo.

Papai Cruz e seu quarteto fantástico em mais um encontro familiar

O também jornalista Arnoldo Santos se separou da mãe de Júlia (16 anos) quando ela tinha apenas três, e encontrou na literatura a ajuda que precisava para criar a filha. “Li muito sobre o assunto. Por isso acho que não tive muitas dificuldades em cuidar dela quando criança”, comenta, ressaltando que sua filha é sua amiga, companheira de ‘balada’ e confidente.

Papai Arnoldo e sua filha maravilha curtindo Parintins durante o Festival Folclórico

Como se vê, se no passado a figura paterna já foi a do cara durão, do ‘poder’ e da ‘autoridade’ sobre os filhos, para os pais de hoje essa ‘função’ vai muito além da obrigação de prover as crianças de suas necessidades básicas, como alimentação, saúde, educação e segurança. Ser pai é, sobretudo, estar presente, participar, vivenciar, somar, dividir e multiplicar experiências.
“Ser pai é transmitir para os meus filhos todo o conhecimento, afeto e amor que recebi dos meus pais”, diz José Cruz. “É destinar parte de sua vida para o desenvolvimento da vida de uma outra pessoa”, complementa Arnoldo Santos. “É um desafio de Deus”. “É o privilégio de ser parceiro de Deus em uma obra que ele criou”, arrematam Raimundo Roberto e Mencius Melo, respectivamente.

Redação Filhos&Tal

2 Comments

  1. Aldejane Ximenes

    15 de agosto de 2017 at 20:52

    Parabéns,achei interessante a matéria!

    Um forte abraço.
    Já estou aguardando a próxima…

    • filhosetal

      16 de agosto de 2017 at 12:17

      Obrigada, Aldejane. Seja bem-vinda ao nosso site. Abs

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