Gravidez

Assistência psicológica à mulher com aborto espontâneo será prioridade no SUS

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Tramita na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei que estabelece prioridade na assistência psicológica e social à mulher que sofre aborto espontâneo. Trata-se do PL 3391/19, cujo texto também prevê prioridade às mulheres que perdem seus filhos em até sete dias após o nascimento.

A proposta, cujo autor é deputado Fábio Faria (PSD-RN), altera a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/90) para prever o atendimento prioritário nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo Faria, a perda de um filho, seja durante a gestação, no parto ou após o nascimento, é um acontecimento trágico, com sérios danos à saúde mental da mulher.

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“Muitas mulheres desenvolvem transtorno de estresse pós-traumático e depressão. Não é apenas um feto que falece, é todo um projeto de vida da mulher que desaparece”, afirma.

Para o deputado, é essencial que os serviços de saúde estejam atentos para o sofrimento das mulheres cuja gravidez resultou em um aborto espontâneo ou no óbito do bebê.

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Causas comuns do aborto espontâneo

Conforme estudos, até a 12ª semana de gravidez, o aborto espontâneo está, geralmente, relacionado a defeitos genéticos, ou seja, erros na divisão das células do embrião. Infelizmente, o problema não pode ser previsto ou prevenido, mas observa-se que aumenta com o passar do tempo, sendo mais frequente em mulheres que deixam para engravidar mais tarde, próximo aos 40 anos.

Já o aborto espontâneo que ocorre entre a 13ª e a 20ª semana de gestação, normalmente está relacionado a problemas anatômicos da mãe, como alterações do colo do útero ou no próprio útero.

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Embora bem menos frequente, o aborto espontâneo também pode decorrer de algumas infecções, sejam bacterianas ou virais. Estes agentes podem causar mudanças na formação do embrião, como, por exemplo, no caso do citomegalovírus, vírus da rubéola e a toxoplasmose.

Seja por que causa for, o fato é que um aborto espontâneo ou a perda de um filhos recém-nascido pode causar à mulher sério danos psicológicos, e às que dependem da rede pública de assistência são as que mais sofrem.

Com informações da agência Câmara

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