Gravidez

Campanha alerta sobre problemas na Tireoide durante a gestação

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A necessidade de hormônios da tireoide aumenta em até 50% durante a gestação, segundo especialistas da área. E os distúrbios na produção da glândula (excesso ou carência) podem levar a consequências que vão desde má formação do feto até abortos.

Por conta disso, este ano, a Semana Internacional da Tireoide, que vai até 25 de maio, faz um alerta especial às grávidas e mulheres que estão se preparando para engravidar. A campanha é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), e tem como tema ‘Tireoide e Gestação’.

“Os sintomas geralmente são inespecíficos e parecidos com os de muitas outras doenças. Daí a importância de, ao pensar em gestação, a futura mamãe buscar um especialista para uma avaliação, visto que os exames para detectar problemas na Tireoide não fazem parte da rotina do pré-natal”, explica a endocrinologista Dorothy Aguiar, membro da SBEM.

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Localizada no pescoço, a glândula Tireoide tem como função produzir triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), que são hormônios responsáveis por regular o metabolismo e a temperatura corporal, além de contribuírem para o funcionamento do cérebro, coração, músculos, entre outros. Mas, nas mulheres especificamente, eles ainda influenciam nas tarefas relacionadas à capacidade de fertilidade e reprodução. O hipertireoidismo não tratado, por exemplo, pode impedir a ovulação da mulher.

A doutora Dorothy Aguiar alerta que, caso seja constatado algum problema nos exames pré gestação, é ideal tratar antes da concepção. Mas se a mulher já estiver grávida e apresentar algum sintoma, é possível confirmar a alteração nas funções da Tireoide por meio de exames de sangue e ultrassom, para dar início ao tratamento. Será necessário acompanhamento com endocrinologista durante toda a gestação. “Isso porque alterações nos níveis de hormônios da tireoide da mulher gestante pode afetar o crescimento e desenvolvimento do bebê no útero”, enfatiza a médica.

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Até a 16ª semana de gestação, o feto não possui a tireoide. Somente a partir da 22ª semana é que a glândula estará formada e apta às suas funções. Até lá, porém, ele dependerá totalmente dos hormônios tireoideanos da mãe, por meio da placenta, sendo este substrato indispensável ao seu desenvolvimento neurológico. Se houver falta (hipotireoidismo) ou excesso (hipertiroidismo) de hormônio, pode haver má formação, aborto espontâneo, eclâmpsia e até mesmo um parto prematuro.

Predisposição e sintomas
As mulheres com históricos de familiares com problemas na tireoide ou doenças autoimunes devem ficar ainda mais atentas à possibilidade de desenvolver o problema, assim como as obesas e as que já passaram dos 30.

Como já citado anteriormente, os sintomas são inespecíficos, mas é preciso estar alerta a sinais como cansaço excessivo, pele seca, constipação intestinal, rouquidão, maior intolerância ao frio ou calor, perda ou ganho exagerado de peso, insônia durante à noite e sonolência durante o dia, entre outros.

Yndira Assayag
Filhos&Tal

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