Gravidez

Saiba qual a influência da Covid-19 em gestantes e partos prematuros

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Relativamente nova, a infecção por Covid-19, juntamente com suas sequelas, continua sendo investigada por cientistas do mundo todo. No início de dezembro, a médica Romana Novais, esposa do DJ Alok, teve um parto prematuro que teria ocorrido em decorrência da infecção pelo vírus. A situação acendeu o alerta das gestantes, que podem vir a desenvolver problemas durante a gravidez por conta da Covid-19.

O ginecologista Romeu Menezes Neto, do Hapvida, explica que Romana apresentou problemas na coagulação sanguínea e teve o nascimento do bebê adiantado, fatos que podem estar relacionados com as complicações causadas pela Covid-19. De acordo com o especialista, estudos têm apontado que além do parto prematuro, também há registros de aumento na incidência de pré-eclâmpsia – um distúrbio da pressão arterial – e até mesmo abortos por conta da contaminação.

Ainda assim, o cenário continua sendo de pesquisas e análises sobre o comportamento do vírus nas gestantes. A transmissão da mãe para o feto, por exemplo, ainda não é algo cientificamente comprovado. E apesar dos estudos sobre o parto prematuro em decorrência da Covid-19 não serem conclusivos, o médico pontua que as gestantes estão incluídas no grupo de risco para a Covid-19 e por isso, devem redobrar as recomendações das autoridades de saúde.

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Momento de novidades e surpresas, a gravidez em meio a pandemia de Covid-19 pode causar inquietações, mas o profissional pede calma às mamães: “A maioria dos casos que aconteceram em gestantes foram sintomas leves. Mantenham o pré-natal em dia, juntamente com todos os cuidados de higiene e isolamento social. Conversem com seu obstetra, tirem dúvidas. É um momento difícil, mas logo passará”, tranquiliza.

Regulamentação no país
O Ministério da Saúde orienta que gestantes e puérperas até o 14º dia de pós-parto devem ser consideradas grupo de risco para Covid-19. Ainda conforme a pasta, a vigilância epidemiológica no Brasil tem reportado casos de óbitos maternos decorrentes de complicações cardiopulmonares ou falência múltipla dos órgãos relacionados ao Covid-19. As principais comorbidades associadas à letalidade foram obesidade, diabetes e doença cardiovascular, à semelhança da população geral.

Com informações da assessoria