Gravidez

Enjoo na gravidez: especialista dá dicas de como conviver

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O enjoo na gravidez, ainda mais com frequência, pode causar muito desconforto para as futuras mamães. Nem famosas estão livres do sintoma. Tatá Werneck, Fernanda Lima e até a duquesa Kate Middleton passaram por maus-bocados. Para ajudar você a curtir o melhor da gravidez e reduzir os enjoos, Filhos&Tal conversou com a obstetra Cristiane Pacheco e reuniu informações essenciais.

Segundo a especialista, as náuseas e vômitos comuns à maioria das mamães ocorrem geralmente no primeiro trimestre da gravidez, em torno da quinta à décima semana, e podem se prolongar com menos intensidade até o quarto mês (em torno de 20 semanas).

Mas você já se perguntou por que as grávidas sentem esses enjoos? A Dra. Cristiane diz que ainda não há uma definição precisa para essa questão, apenas teorias. Para que você entenda melhor o que se passa com seu corpo durante essa fase, trouxemos algumas:

Teoria endócrina: define o enjoo como reação ao aumento de hormônios associados à gravidez;

Teoria genética: segue o histórico na família, inclusive para condições mais sérias como hiperêmese gravídica (enjoos constantes);

Teoria psicogênica: entende os enjoos como forma de exteriorizar conflitos internos como rejeição, insegurança e medos;

Para conviver com o enjoo na gravidez, a obstetra diz que é importante adquirir uma rotina alimentar. Por isso, evite jejuns prolongados. A dieta precisa ser leve, ou seja, evite gorduras e condimentos. Além disso, é interessante, no início da gravidez, quando os enjoos são mais recorrentes, realizar uma dieta fracionada. Prefira comer de duas em duas horas, até que cessem os enjoos.

É no início do dia que o enjoo na gravidez é mais frequente, segundo a especialista. “Você pode amenizar o mal-estar se esperar um tempo para ingerir líquidos e também escovar os dentes”.

A nutricionista Larissa Cohen, em seu canal no Youtube, dá dicas para mamães que estejam acometidas pelo mal-estar nas primeiras horas do dia. Ela aconselha lembrar sempre da hidratação. “É interessante tomar um suco mais cítrico misturado com gengibre”. Confira o vídeo sobre enjoos matinais.

Apoio emocional

Como vimos acima, há teorias que entendem o enjoo na gravidez como resposta do nosso inconsciente acerca dos campos emocionais. Alguns deles são rejeição, medo e insegurança.

A jornalista Paulista Fabiana Faria, 28, contou em entrevista ao site ‘Bebê’, ter ficado muito abalada durante a gestação. “Mesmo sendo uma gravidez planejada, quando descobri que esperava uma criança, fiquei apavorada. Chorei muito, não de tristeza, mas de medo”.

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Portanto, pode ser que ajude se você procurar redes de apoio, principalmente com a família, para evitar o enjoo na gravidez causado por ansiedade, medo, e qualquer outro sentimento ruim que possa gerar desconforto nessa fase.

“A mulher se sente obrigada a ficar feliz, como se a demonstração de medo, angústia e ansiedade fosse fazer dela uma péssima mãe” explica na mesma entrevista ao site ‘Bebê’, o especialista em medicina comportamental do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo.

Hiperêmese gravídica 

Enjoos acentuados e constantes, com vômitos, desidratação, desnutrição e até com risco de comprometimento da mãe do bebê. A hiperêmese gravídica, apesar de rara (atinge 1% das gestantes), é algo a ter em mente, caso seu enjoo na gravidez se pareça com os indicadores mencionados.

A apresentadora Tatá Werneck sofreu com a condição quando esteve grávida da filhinha Clara Maria. Em um post no Instagram, a global fez uma descrição descontraída da hiperêmese gravídica. “Um negócio que dá muito enjoo e você tem vontade de vomitar todos os seus órgãos no tapete da sala”.

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Para tratar a essa condição, a grávida precisa de internação hospitalar, tratamento com medicamento endovenoso (direto na veia), hidratação, suporte nutricional e psicológico.

“A cura geralmente se dá após o término da gestação, mas o tratamento pode amenizar bastante o enjoo na gravidez”, explica a obstetra Cristiane Pacheco.

A médica inclusive já tratou uma paciente com hiperêmese gravídica, e diz que durante a internação, a paciente começou com dieta zero e, após hidratá-la, realizaram medicação cíclica e introdução de dieta fracionada. “Utilizamos também ansiolítico (remédio para ansiedade) para que ela melhorasse”.

Comum, é possível conviver com o enjoo na gravidez caso as dicas acima sejam seguidas. Qualquer dúvida ou suspeita de hiperêmese gravídica, consulte um profissional da obstetrícia.

 

Waldick Junior

Especial F&T

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