Gravidez

Fumar na gravidez: malefícios do cigarro para mãe e bebê

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Não é novidade que o tabagismo é uma das principais causas de mortes evitáveis do mundo, e menos ainda que fumar na gravidez traz malefícios para mãe e bebê. Mesmo assim, segundo uma pesquisa divulgada em 2015, na revista científica Addiction, 87% das mulheres que fumam não largam o vício quando engravidam, nem mesmo fazem uma pausa.

É por isso que especialistas aproveitam o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, para reforçar junto às futuras mamães o quanto fumar na gravidez é extremamente prejudicial, tanto à gestante quanto ao feto.

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“O tabaco é prejudicial para a gestante e bebê em qualquer fase da gestação, sendo ideal que essa mãe interrompa o hábito de fumar o quanto antes, para que tenha uma gravidez saudável e sem surpresas”, esclarece a médica pediatra do Hapvida Saúde, Helem Cristin.

A especialista explica que a nicotina, uma das substâncias contidas no cigarro, faz uma alteração na permeabilidade dos vasos que nutrem a placenta, a qual alimenta o bebê durante a gravidez.

“Essa nutrição inadequada acaba desencadeando uma diminuição na oferta de oxigênio para esse bebê, o qual é a fonte de energia para que ele se desenvolva de forma saudável. Com isso, pode acarretar alguns riscos, como um crescimento restrito, nascimento prematuro, malformação fetal, maior risco de aborto, ruptura precoce de membrana (bolsa de água), descolamento de placenta, entre outros prejuízos para a mãe e bebê”, alerta Helem.

Já o cirurgião de cabeça e pescoço Tomás Garcia ressalta que o tabagismo é uma doença crônica, que atinge milhões de pessoas ao redor do mundo e também é responsável por ocasionar diversos problemas de saúde.

Conforme ele, o cigarro possui mais de 4 mil substâncias tóxicas e dessas 70 são cancerígenas, por isso, não há níveis seguros de tabaco na gravidez, uma vez que o que os males que o tabaco promove ao feto são cumulativos. O ideal é parar totalmente de fumar na gravidez, se possível, antes mesmo de conceber a criança, no caso daquelas que têm a oportunidade de planejar a gestação.

Fumar na gravidez: prejuízos vão além da fase intrauterina

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Os malefícios do cigarro na gestação vão além da fase intrauterina

Além disso, os malefícios do cigarro na gestação vão além da fase intrauterina. Vários estudos mostram que crianças filhas de mães que fumaram durante a gravidez são comprovadamente mais favoráveis a alergias, desenvolvimento de asma e retardo no desenvolvimento neurofisiológico, segundo informa a doutora Helem Cristin.

Por isso, além de parar com o vício do cigarro durante a gestão, é importante que a mãe se mantenha longe do tabaco após o parto, principalmente as que pretendem amamentar os filhos, afinal, as substâncias tóxicas do cigarro podem ser transmitidas para o bebê por meio do leite materno. Especialistas ressaltam ainda que fumantes produzem leite em menor quantidade e com menos gordura que o necessário para o pequeno.

Além disso, não é recomendado ao recém-nascido ficar no mesmo ambiente de um fumante, pois as substâncias da fumaça do cigarro podem provocar infecções nas vias aéreas do bebê, assim como a diminuir a sua capacidade pulmonar e aumentar o risco de morte súbita. Os recém-nascidos que inalam fumaça de cigarro também dormem menos.

Filhos&Tal

Tags: fumar na gravidez; malefícios do cigarro na gestação; fumar afeta mãe e bebê

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