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Gatos: rebeldes com causa ancestral Conheça a história da evolução dos felinos entre os humanos e aprenda sobre seu comportamento

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Sabe aquela impressão de que os gatos são donos da casa? De que eles têm autonomia e são extremamente independentes, por isso não estão nem aí para ninguém? Não é tão impressão assim.

Na verdade, podemos dizer que esse comportamento é resquício de um passado, não muito distante, que tem explicação científica muito simples: eles foram domesticados há pouco tempo e ainda guardam muuuuitas características do comportamento do seu ancestral selvagem.

Além disso, podemos aplicar uma pitada de mito à história da relação entre homens e gatos: no início dessa domesticação, que começou no Egito, os felinos eram tratados como deuses.

Para entender melhor os gatos, vamos usar como parâmetro os cães, que são animais de estimação tão populares quanto os felinos.

Os cachorros estão na companhia dos humanos há mais de 200 mil anos e veem o homem como um membro da matilha. Já os gatos, na companhia do homem há menos tempo, cerca de 10 mil anos, os veem como um igual.

A relação do homem com o cachorro pode ter começado na Croácia, Europa, a do gato no Egito, África.

Nesse período, os gatos eram tão queridos que quem os maltratasse podia ser punido. Por quê? Porque naquela época, o homem sofria com pragas e doenças provocadas por ratos, como a temida peste negra, e os felinos eram aliados no combate a esses males.

A confiança dos gatos também precisa ser conquistada, dificilmente eles são animais ‘dados’ – fotos: Pixabay

Em se tratando de evolução, 10 mil anos é pouco tempo de domesticação, o que explica diversos aspectos da personalidade desses animais. Por isso nossos gatinhos são tão rebeldes, não abanam o rabo e nem dão a patinha. Eles ainda têm muito do seu ancestral, como a carga genética quase inalterada, e isso se manifesta em diversos aspectos do comportamento como o desejo por liberdade, grandes espaços e baixo consumo de água.

O gato ancestral tirava água do alimento e, por ser um animal desértico, foi adaptado a beber pouca água. Daí a predisposição às doenças renais. Por isso é bom sempre deixar uma tigela de água bem gostosa à disposição do seu pet felino, e não comprar ração de qualidade duvidosa, pois isso também pode prejudicar os rins dele.

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A confiança dos gatos também precisa ser conquistada, dificilmente eles são animais ‘dados’. Para a maioria dos espécimes serem dóceis e afeitos à convivência humana, é necessário que eles convivam com pessoas desde filhotes, até os dois meses.

Outras características do ancestrais ainda bastante evidentes entre os gatos é diferença de comportamento entre os do Velho e do Novo Mundo, do lado de lá e do lado daqui do Oceano Atlântico. Os gatos da Europa e da África deitam com as patas viradas pra dentro, tipo escondendo as ‘mãozinhas’. Já os gatos americanos, deitam com as patas da frente esticadas.

Além disso, os gatos do Velho Mundo comem pássaros sem depená-los, e os do Novo Mundo, depenam antes de comer.

Quer saber mais? Recomendo do livro do Jackson Galaxy, o Encantador de Gatos, que tem várias curiosidades, com respaldo científico, que nos ajudam a compreender melhor as nossas adoradas bolas de pelo.

Até a próxima!

Jéssica Duarte
Veterinária especialista em felinos

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