Gravidez

Malhação na gravidez ajuda a manter a forma e na preparação para o parto

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Mais que qualquer ‘corpo sarado’ entrando em uma academia, é uma mulher grávida que chama a atenção ao adentrar o mesmo local. E quem vê de fora (inclusive outras mulheres gestantes) fica se perguntando se a malhação na gravidez não traz riscos à saúde, tanto da futura mamãe quanto do bebê.

Outras perguntas também norteiam o pensamento de quem vê uma grávida malhando. Todas podem praticar os exercícios? Frequentar a academia nesta fase tão especial da vida de uma mulher traz quais tipos de benefícios, ou riscos? Pensando nisso, filhos&tal conversou com uma gestante e um profissional da área de educação física que esclareceram algumas as dúvidas sobre como é a vida de uma ‘mamãe fitness’.

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É importante ressaltar que uma gestante só deve buscar um personal trainer ou procurar uma academia após ser liberada pelo médico obstetra que acompanha a sua gestação. E, mesmo liberada, deve estar atenta às cargas utilizadas durante a malhação na gravidez.

“As cargas devem ser adaptadas, porque não é recomendado exercícios intensos no período gestacional”, explica o educador físico Franco Lira, que não recomenda atividades nas quais as gestantes estejam em decúbito ventral (de bruços). Lira ressalta que as mulheres podem iniciar os exercícios a partir do terceiro mês de gestação, fase em que o feto já está formado e o embrião já possui aparência tipicamente humana. Ainda de acordo com o educador físico, os treinos da malhação na gravidez estão liberados até o dia do parto.

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Exercícios intensos devem ser evitados – fotos: Pixabay

A engenheira de computação Sabrina Ouro, 26, já frequentava a academia e realizava quase todos os exercícios oferecidos por lá antes da gravidez. Quando descobriu que estava esperando sua bebê, Sabrina teve de dar uma pausa nas atividades e voltou à rotina quando completou o quarto mês de gestação. Ela confirma a ressalva feita pelo educador físico sobre malhação na gravidez.

“Antes, fazia atividades de alta intensidade, que me levavam ao limite. Depois, apenas as que não põem em risco a gestação, como hidro, natação e musculação, todos com foco na resistência para o parto e controle de peso”, diz a mamãe que, até o dia da captação desta matéria, só engordou dois quilos.

O educador físico explica que, comumente, o padrão indicado é de 30 minutos de atividades físicas, cinco vezes por semana, durante a gestação. Segundo ele, além do controle do peso, a circulação sanguínea e o trabalho de parto também melhoram quando a grávida se exercita. “Também cai o risco de diabetes gestacional, de complicações no parto prematuro, reduz a fadiga e facilitar a recuperação pós-parto, inclusive no fortalecimento da musculatura abdominal e na redução das dores lombares”, pontua Franco.

Sabrina é ‘rata’ de academia. Optou por fazer as atividades todos os dias da semana por, pelo menos, duas horas. “Às vezes, nado aos sábados também. Domingo é o único dia que me dou de folga, mas sinto falta dos exercícios”, diz, ressaltando que sempre alinha a prática de exercícios e que, na academia, recebe auxílio de profissionais para o desenvolvimento correto da atividade.

Rosianne Couto
filhos&tal