+F&T

Novembro Roxo alerta para riscos que podem levar ao nascimento prematuro

 | 

A gestação tem duração de 280 dias a partir da data da última menstruação, totalizando 40 semanas, prazo em que um bebê está completamente formando e pronto para vir ao mundo. Nem todos, porém, conseguem chegar a esse tempo. Algumas complicações na gestão podem levar ao nascimento prematuro, ou precoce. A campanha Novembro Roxo alerta para os cuidados em relação a esses riscos, que podem ser minimizados com um bom pré-natal.

E o que é a prematuridade? Segundo estudos científicos, um bebê é considerado prematuro quando nasce antes de completar 37 semanas e, infelizmente, nem todos conseguem sobreviver a esse ‘adiantamento’ no parto. Daí a importância do acompanhamento profissional da gestante.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017, cerca de 2,5 milhões de recém-nascidos morreram, principalmente por causas evitáveis. Quase dois terços desses bebês nasceram prematuros. E mesmo os que sobrevivem, enfrentam doenças crônicas ou problemas de desenvolvimento.

Leia também: Saúde da Família contribui para reduzir mortalidade infantil

Ainda de acordo com a OMS, quase 30 milhões de bebês em todo o mundo nascem cedo demais, muito pequenos ou adoecem com facilidade, precisando de cuidados especializados para sua sobrevivência.

As complicações associadas a um nascimento prematuro incluem pulmões imaturos, dificuldade de regular a temperatura corporal, má alimentação e ganho de peso lento. Bebês prematuros precisam de cuidados mais intensos e por mais tempo, com medicamentos à base de vitaminas e ferro. Às vezes, até de cirurgias.

Complicações
A técnica em patologia clínica Hulda Soares, engravidou de sua filha aos 32 anos. Fez seu pré-natal corretamente, mas, devido a um susto, teve um descolamento de placenta, o que levou à antecipação do seu parto. “Toda a minha gravidez foi boa, até que me assustei e tive que ter minha bebê antes, com oito meses. O médico que me atendeu disse que tinha sido tão grave, que corríamos risco de morte, mas, felizmente, não aconteceu nada pior. Hoje, ela tem 14 anos”, relembra Hulda.

Já a gravidez da primeira filha da estudante de engenharia química Suellen Santos foi conturbada desde o início. Suellen teve anemia alta, muito enjoos e sofreu, durante toda a gestação, com uma incompatibilidade do seu sangue com o de sua bebê. Coisas que também a levaram a um nascimento prematuro e muitas complicações durante o porto, como uma pré-eclampsia e uma hemorragia. Mesmo assim, a bebê veio ao mundo bem. Já Suellen foi colocada em coma induzido e passou três dias na UTI.

“Depois de sete dias na maternidade, peguei alta com minha filha. Hoje, o único problema que ela ainda tem é uma alergia na pele, mas, fora isso, cresceu bem e saudável”, recorda a universitária.

Leia também: Triagem neonatal pode reduzir número de mortes por doenças raras

Fatores de risco
A enfermeira obstetra Marciana Lopes diz que os principais fatores que levam nascimento prematuro são a ausência do pré-natal, vícios em fumo, álcool e drogas; estresse e doenças que acometem as gestantes, como infecções no trato urinário, diabetes, obesidade e pré-eclâmpsia, entre outras, além gestações muito próximas uma da outra e anomalias congênitas do bebê.

A profissional também destaca alguns fatores de risco a que bebês prematuros estão expostos, e que podem ser prejudiciais ao seu desenvolvimento. Entre eles estão: infecções virais, exposição a substância intraútero, enterocolite necrosante, retinopatia da prematuridade, problemas ortopédicos e cardiopatias congênitas, além de problemas respiratórios, neurológicos e metabólicos.

“Tudo isso reforça a importância do pré-natal durante a gravidez, pois quando bem feito, consegue detectar o período gestacional do feto, e vários problemas ou complicações que a mãe e o bebê podem vir a sofrer, durante a gravidez ou o parto. Assim, em muitos casos, conseguindo evitar que o pior aconteça”, comenta.

Beatriz Costa
Especial Filhos&Tal