Comportamento

Quebra-Crânio: “brincadeira” pode resultar em graves lesões e até em morte

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Desafio que viralizou entre os adolescentes pode causar traumas no cérebro e coluna

Vídeos de diferentes lugares do Brasil e do mundo têm circulado pela Internet mostrando adolescentes durante uma “brincadeira” perigosa chamada Quebra-Crânio. Trata-se de um desafio em que duas pessoas se posicionam ao lado de um colega que, ao pular, recebe uma rasteira.

Em muitos dos vídeos, o golpeado cai de costas e bate a cabeça no chão, o que coloca em risco seu crânio, cérebro, coluna e até a sua vida. Em novembro de 2019, uma garota de 16 anos morreu em um desafio parecido na cidade de Mossoró (RN), e agora a “brincadeira” voltou a se popularizar, principalmente nas escolas.

O neurologista do Hapvida, Rafael Costa Camelo, explica os perigos de uma queda nestas circunstâncias. “O indivíduo é pego desprevenido, no ar, de forma que não tem tempo de se defender durante a queda. A queda pode levar a traumatismos crânio encefálico (TCE) ou traumatismos raquimedulares (TRM), além de lesões osteomusculares que podem causar fraturas ou contusões mais leves”, explica.

O especialista ainda ressaltou que, a depender da queda, o desafio Quebra-Cranio pode levar os atingidos à morte. “No caso do TRM, a pessoa pode sofrer lesão medular, causando perda da função neurológica abaixo da lesão (paralisias ou perda de sensibilidade). No caso do TCE, os riscos são as danos de couro cabeludo, fraturas de crânio, lesões do cérebro e os hematomas intracranianos que, em último caso, podem levar à morte do indivíduo”, ressalta Camelo.

Como resposta aos vídeos, escolas têm reunido médicos, pais e alunos com intuito de promover a conscientização sobre os perigos do Quebra-Crânio e desmotivar sua prática.

Com informações da assessoria