Bem-estar

Retinoblastoma: como identificar e tratar o câncer de olho em crianças

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O retinoblastoma ou câncer de olho é considerado raro, mas ainda afeta uma a cada 17 mil crianças nascidas vivas. Porém, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) oferece, desde 2012, um tratamento capaz de preservar a visão de 80% dos pequenos que apresentam esse problema, você sabia? Porém, para que a terapia do retinoblastoma nas crianças tenha mais chances de sucesso, é fundamental diagnosticar a doença precocemente.

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Mas como identificar se seu filho ou filha tem câncer de olho?

Clarissa Mattosinho, chefe do serviço de oncologia ocular do Inca, explica que “o rastreamento é feito através do teste do reflexo vermelho, conhecido também como teste do olhinho. Esse exame deve ser feito pela primeira vez na maternidade, antes da alta, e depois repetido em todas as consultas de puericultura, que são aquelas consultas dos primeiros anos”.

A fotografia com flash é outra ferramenta que os pais têm para procurarem ajuda médica a tempo. “Na fotografia, você vai observar um reflexo branco na retina, e o reflexo normal é um reflexo vermelho-alaranjado. Quando houver um reflexo branco, é um sinal de alerta, e a criança tem que ser levada para uma avaliação do oftalmologista”, diz a médica, que afirma que não há risco em utilizar o flash nas crianças e lembra que o reflexo branco também pode ser sinal de outras enfermidades.

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Avanço no tratamento do retinoblastoma

A tecnologia que combate a esse tipo de câncer de olho foi trazida ao Inca, entre 2011 e 2012. Desenvolvida no Japão, na década de 1990, ela chegou a países ocidentais há cerca de 15 anos. Em vez de sessões de quimioterapias que afetam todo o corpo, o tratamento consiste em inserir com um cateter uma quimioterapia localizada que afeta apenas o olho da criança.

A oncologista pediátrica do Inca, Nathalia Grigorovski, explica que o tratamento para retinoblastoma é recomendado quando não há a indicação de cirurgia e tem uma série de vantagens além da eficácia.

“O avanço está na possibilidade de fazer um tratamento muito localizado, que não se espalha pelo corpo e não tem aqueles malefícios da quimioterapia, quando é feita por via venosa. Não tem enjoo, queda de cabelo, a baixa da imunidade e tem uma eficácia muito grande, já que a concentração da quimioterapia se restringe à área do olho”.

A chefe do serviço de oncologia ocular do Inca, Clarissa Mattosinho, destaca que o tratamento permitiu aumentar de 20% para 80% a preservação da visão das crianças após o câncer de olho, que precisa ser precocemente diagnosticado.

Com informações da Agência Brasil e rádios da EBC

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