Cuidado Infantil

Saiba qual é a importância da vacina BCG para o recém-nascido

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A vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin), conhecida por deixar uma marquinha na pele dos bebês, é uma das primeiras vacinas indicadas para o recém-nascido. Ela protege contra as formas graves de tuberculose, uma das mais graves doenças infectocontagiosas, que no passado tirou muitas vidas.

Como forma de conscientizar a população sobre a importância desse imunizante, no primeiro dia de julho é celebrado o dia da vacina BCG, que deve ser lembrada durante o ano inteiro.

Desde 1976, o Ministério da Saúde tornou obrigatória a administração da vacina BCG em crianças. Recomenda-se que ela seja aplicada em crianças entre 0 e 4 anos, de preferência no bebê recém-nascido.

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“A BCG é indicada para todas as crianças, que devem utilizá-la no primeiro mês de vida, de preferência ainda na maternidade. Ela protege, em mais de 80%, contra as formas mais graves e disseminadas da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar”, afirma a pediatra do Hapvida Saúde, Camille Moura.

Indicação
A vacina BCG é uma injeção intradérmica, aplicada no braço direito, que apresenta como resposta imunológica o aparecimento de uma reação no local de aplicação. Essa reação, bastante conhecida por uma marca na pele, pode demorar até três meses para aparecer e indica que a vacina foi capaz de estimular a imunidade na pessoa.

“A BCG é segura e caracteriza-se por deixar uma pequena cicatriz, com até 1cm de diâmetro, no braço onde foi aplicada. Essa reação é esperada. A resposta da vacina demora cerca de três meses, podendo se prolongar por até seis meses (24 semanas) e começa com uma mancha vermelha elevada no local da aplicação, evolui para pequena úlcera que produz secreção até que vai cicatrizando”, explica a pediatra.

E quem não fica com marquinha?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) enfatiza que estudos têm mostrado que a ausência de cicatriz da vacina BCG no recém-nascido não está relacionada à falta de proteção, e que não há evidências de qualquer benefício na repetição da dose na prevenção da tuberculose.

Além disso, recomenda que as crianças que não apresentarem cicatriz vacinal não devem ser revacinadas, independentemente do tempo transcorrido após a vacinação. Finalmente, reforça também que as demais indicações da vacina BCG continuam mantidas, conforme orientação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Para receber a vacina BCG, basta ir à uma Unidade Básica de Saúde (popularmente conhecido como Posto de Saúde), do Sistema Único de Saúde (SUS), que disponibiliza gratuitamente esta vacina, e muitas outras, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

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Vacina BCG e Covid-19
Atualmente, não há evidências de que a vacina BCG proteja as pessoas contra a infecção pelo coronavírus, causador da Covid-19. De acordo com a OMS, “dois ensaios clínicos que abordam essa questão estão em andamento e a entidade avaliará as evidências quando disponíveis. Na ausência de evidências, a OMS não recomenda a vacinação com BCG para a prevenção da Covid-19. A organização continua recomendando a vacinação neonatal da BCG em países ou locais com alta incidência de tuberculose”.

História da BCG
A vacina BCG foi criada pelos pesquisadores Albert Calmette e Camille Guerin, a partir de uma bactéria responsável por desencadear mastite tuberculosa bovina. Sua primeira utilização foi feita em uma criança recém-nascida, de mãe que apresentava tuberculose, em 1921. No Brasil, ela começou a ser usada em 1927.

Com informações da assessoria