Comportamento

Síndrome do ninho vazio: saiba como se preparar

 | 

Anos dedicados à educação e criação dos filhos até que chega o dia da ‘despedida’. Desencadeada pela saída dos filhos da casa de seus pais, a temida síndrome do ninho vazio é nada mais que o sofrimento associado à perda do papel parental.

O que poucos sabem é que a síndrome do ninho vazio pode acometer tanto pais quanto mães, desmentindo a ideia de que apenas mulheres são afetadas. Tudo começa com um sentimento de tristeza intensa, acompanhado de comportamentos para tentar sentir-se mais próximo do filho, como se esse ainda estivesse em casa, como visitar com frequência seu quarto, por exemplo.

Mas será que todos os pais irão vivenciar a síndrome do ninho vazio?
Para a psicóloga Karen Fernandes, não se pode fazer essa afirmação uma vez que o desenvolvimento ou não da síndrome é variável de acordo com a personalidade de cada um. “Alguns pais até gostam dessa situação, pois sentem que poderão colocar outros planos em prática e focar mais em seus próprios sonhos”, explica a profissional.

Complementando, a psicóloga Luíse Gonçalves afirma que fatores como estado emocional e grau de proximidade também podem influenciar no desenvolvimento da síndrome do ninho vazio. “É necessário um lento processo de adaptação diante dessa nova realidade, pois toda a rotina de convivência será modificada, o que poderá causar crises entre os membros familiares envolvidos”.

Leia também: Cinco livros sobre maternidade real que você precisa ler

Como posso me preparar?
É importante que os pais estejam cientes de que o fator distância não significa a perda e sim uma nova forma de convivência. Para Luíse e Karen, eles precisam ter consciência de que a separação irá ocorrer e devem tentar enxergar a oportunidade de dedicar mais tempo e energia a si mesmos, em busca de novas experiências e satisfação pessoal.

A professora Leidiane Almeida, mãe de dois filhos já adultos, conta que sofreu muito com a síndrome do ninho vazio, mas que conseguiu reerguer-se através de atividades complementares. “Comecei a ser mais participativa no trabalho, entrei na academia, saía com minhas amigas. Busquei todas as formas possíveis e imagináveis para manter minha mente ocupada”, relata.

“Foi extremamente difícil no começo, senti um vazio inexplicável. Mas aos poucos fui entendendo que era normal e fiquei feliz por estarem construindo a própria história deles”, acrescenta.

Vale ressaltar que os pais que vivenciam a crise da síndrome do ninho vazio nem sempre conseguem entender o que está acontecendo consigo, por isso, é de extrema importância buscar por acompanhamento psicológico caso sintam que seu bem-estar está sendo prejudicado.

Lunna Farias