Bem-estar

Tatuagem na gravidez e amamentação: saiba os riscos

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É senso comum que, durante a gestação, as mulheres evitem certos procedimentos estéticos para não prejudicar o desenvolvimento do feto, como é o caso da tintura no cabelo e da micropigmentação na sobrancelha. Entretanto, muitas mamães, sobretudo às mais jovens, ainda têm dúvidas quanto à tatuagem na gravidez e amamentação. Por conta disso, Filhos&Tal ouviu alguns especialistas no assunto e trouxe as respostas para suas leitoras.

Conforme a ginecologista e obstetra Yasmin Bader, do Hapvida Saúde, durante a gravidez, a gestante já tem um quadro de imunidade mais baixo, naturalmente, então, no caso de uma tatuagem, ela fica mais suscetível a ter infecção ou outras doenças. “Isso acontece porque a tatuagem fere a pele e causa reação inflamatória, acentuando riscos de saúde”, explica a especialista.

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A observação sobre a tatuagem na gravidez também é válida para o período de amamentação. “Depois da gestação, a mãe ainda está sensível, muitas vezes com um maior peso e a pele mais flácida. Logo, isso não favorece a tatuagem”, pondera Yasmin Bader.

E para quem não abre mão de homenagear seu pequeno na própria pele, a obstetra informa que “o melhor período é antes ou depois da gravidez. “E nesse último caso, após a reestruturação do corpo, principalmente da pele e da imunidade”, avisa a obstetra.

Dica de profissional da ‘tattoo’

A tatuadora Bianca Leite segue o mesmo princípio da doutora Yasmin Bader. Ela trabalha no estúdio Minerva, em Manaus, que reúne outros cinco artistas.

“No nosso estúdio não tatuamos grávidas e creio que nenhum outro [estúdio] sério também. Até mesmo na amamentação a gente pede pra esperar, dependendo da situação”, comenta a profissional.

Ela diz também que, embora seja raro, gestantes já entraram em contato com o estúdio interessadas por tatuagem na gravidez. “Quase não acontece, porque muitas clientes já sabem que não é indicado”, explica Bianca, que é mãe de um menino de um ano e quatro meses.

Ela aproveita para dizer que a maternidade ajuda em seu trabalho como tatuadora. “Tenho mais sensibilidade, com certeza. A maioria das minhas clientes são mulheres, então eu sei o que elas esperam de mim em uma conversa, além disso, sou paciente e tenho delicadeza”.

Fiz tatuagem na gravidez, e agora?

Caso tenha acontecido de você fazer uma tattoo e depois descobrir que estava grávida, o mais indicado é procurar um profissional da obstetrícia para fazer o devido acompanhamento.

Embora os casos pareçam incomuns, é possível. Foi o que viveu Gleyce Dinelly, mães de duas meninas. “Aconteceu na minha primeira gestação. Fui a um estúdio que já conhecia e, por ser confiável, fiz a tatuagem. Quase dois meses depois, fui fazer um exame de rotina e descobri que esperava minha primeira filha”, lembra Gleyce.

 

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Gleyce e suas duas filhas. foto: arquivo pessoal

Apesar do susto, ela deu à luz à menina, hoje com dois anos e 11 meses. “A trajetória quanto ao gestar das minhas duas filhas foi complicada por inúmeras razões, mas deu tudo certo”, comenta a mamãe.

Ela conta que sempre foi apaixonada por tatuagens. “Eu tenho cerca de 30, nem sei mais ao certo. Todas são significativas e eu sempre gostei, apesar da minha família ser bem tradicional e cheia desses padrões chatos”, conta Gleyce.

 

Waldick Júnior

Especial para Filhos&Tal

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